Mal-estar da contemporaneidade?

Muitos autores identificam a máxima "penso , logo existo" formulada por Descartes como elemento fundador do pensamento moderno. A separação entre "mente" e "corpo", e entre "sujeito" e "objeto", proposta por Descartes, lançou as bases da ciência moderna, além de uma pretensão de um sujeito universal, que poderia alcançar o conhecimento verdadeiro, não condicionado por nenhuma particularidade, ignorando o fato de que sua observação dos fenômenos é condicionada pela sua experiência localizada no tempo e no espaço.

Apesar de Comte entender que o cientista é alguém "que abandonou a crença injustificada em ficções" (COSTA, 2020), o conhecimento científico moderno foi fundado

O mal-estar da contemporaneidade

Grupo EADers

Discentes: Guilherme Aranha; Izabela Lemes; Lucas Orsi, Sofia Vergara; Tiago Reis; Walter Cunha.

De início, tentar delimitar o período atual não configura tarefa fácil. Surgem dúvidas acerca do momento vivenciado: “se superada a modernidade, a pós-modernidade já estaria em vigência” ou “se o momento atual ainda é uma transição do antigo para o novo” são questões de difícil resposta.

Essa ambiguidade parece existir pela dificuldade de definição dos traços temporais, vez que a simultaneidade entre moderno e pós-moderno é totalmente alheia aos indivíduos, que não possuem qualquer nível mínimo de ingerência no tempo e nas inovações

Ainda que possivelmente mal calculado, o mal estar da pós-modernidade parece se fazer presente entre nossos jovens

A geração típica dos estudantes da UnB parece sofrer do mal estar da pós-modernidade [1]. Como parece sofrer de qualquer aspecto atualmente adjetivado como “pós-modernidade”, na medida em que é essa própria geração que define pós-modernidade. Para além de ser uma condição que decorre da própria definição, é muito claro que os próprios hábitos da geração atual vão no sentido de pretensamente se abrir mão de um pouco mais de segurança em favor de um pouco mais de liberdade. Pelo menos parece ser assim que, na média, os atuais jovens se sentem ou pensam que se sentem.