1. Cronograma

  • até 18/5: Leitura
  • 18/5 e 20/5: Aulas
  • 24/5: Relatório Semanal
  • Até 20/5: Apresentação do Projeto de Trabalho Complementar (via Teams)

2. Introdução

A Antígona é uma das peças mais célebres da dramaturgia grega. Até hoje, ela é uma narrativa que nos desafia e que possibilita realizar debates muito produtivos sobre o sentido da política e da autonomia individual.

3. Estudo

3.1. Leitura obrigatória

  • Sófocles. Antígona. Rio de Janeiro: Zahar, 1989. Trad. Mário da Gama Cury.
Existem muitas traduções da Antígona, de Sófocles. Você pode escolher qualquer uma delas. A versão acima, entre outras, pode ser encontrada na ZLibrary. Você pode escolher a versão que você preferir. De fato, a aula se enriqueceria com a possibilidade de compararmos diferentes línguas e versões.
  • Kundera, Milan (2003). Suppose the tragic has deserted us? (última parte do texto contido no link abaixo)
Lives & letters by Milan Kundera
In the first of two extracts from an essay in progress, Milan Kundera explains his thoughts on novel-writing and says humour glows over the vast landscape of life

3.2. Leitura sugerida

Este texto discute, de forma minuciosa, a tese maniqueísta da interpretação da Antígona, criticada por Kundera.
  • Sófocles. A trilogia tebana. Rio de Janeiro: Zahar, 1990.
Se você gostou da Antígona, vale a pena ler também os dois primeiros volumes da trilogia, especialmente a Édipo Rei, provavelmente a mais famosa das peças teatrais gregas.

3.3. Leitura complementar

  • Costa, Alexandre (2020). A ética grega.
A ética grega
A filosofia do direito sempre anda de mãos dadas, quando não se confunde completamente, com a filosofia moral. Em ambos os casos, lidamos com as reflexões filosóficas acerca de sistemas normativos (a moralidade e o direito), que somente ganharam autonomia a partir da modernidade. Portanto, é no estu…
  • Costa, Alexandre (2020). A filosofia grega.
A filosofia grega
Uma das ilusões típicas de uma aproximação linear da história da filosofia é compreendê-la como uma linha de progresso, que parte dos gregos e procede por acumulação até os dias de hoje. Essa abordagem termina por nos fazer buscar na antiguidade as raízes do pensamento contemporâneo, exagerando na v…

3.4. Introduções ao direito

O livro de Gilissen é uma introdução diversa, pois foca na história do direito, e não na teoria jurídica. Trata-se de uma excelente fonte, com várias traduções de textos históricos e uma análise cuidadosa, especilamente do direito antigo.
  • Sinha, S. P. (1993). Jurisprudence: Legal Philosophy in a nutshell. West Publishing Co.
Sinha oferece um panorama compacto das grandes correntes da filosofia do direito, desde a antiguidade até o pensamento contemporâneo. A obra se destaca por sua capacidade de sintetizar tradições filosóficas diversas — do direito natural grego ao realismo jurídico americano — em um formato acessível e didático. É uma boa referência para quem deseja situar os debates sobre os limites da autoridade dos governantes, tema central deste módulo, no quadro mais amplo da história da filosofia jurídica.
  • Maritain, Jacques (1943). Les droits de l’homme et la loi naturelle. New York: Éditions de la Maison Française.
Jacques Maritain foi um dos filósofos mais influentes do século XX na tradição do direito natural. Sua participação ativa na redação da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 conferiu ao jusnaturalismo tomista uma relevância política concreta: a ideia de que existem direitos inerentes à pessoa humana, anteriores e superiores ao Estado, serviu de fundamento filosófico para a construção de uma ordem jurídica internacional baseada na dignidade. A obra é especialmente pertinente para este módulo porque articula, em linguagem moderna, o mesmo problema enfrentado por Antígona: a existência de limites morais ao poder dos governantes que nenhuma lei positiva pode legitimamente ultrapassar.