<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"><channel><title><![CDATA[Filosofia Política e Direito]]></title><description><![CDATA[Filosofia Política e Direito]]></description><link>https://filosofia.arcos.org.br/</link><image><url>https://filosofia.arcos.org.br/favicon.png</url><title>Filosofia Política e Direito</title><link>https://filosofia.arcos.org.br/</link></image><generator>Ghost 5.82</generator><lastBuildDate>Sat, 11 Apr 2026 20:41:20 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://filosofia.arcos.org.br/rss/" rel="self" type="application/rss+xml"/><ttl>60</ttl><item><title><![CDATA[Módulo extra - Seminário GPRAJ]]></title><description><![CDATA[<ul><li>22/9, 18:00 - Semin&#xE1;rio <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LJDVFeDDK3E&amp;ref=filosofia.arcos.org.br">GPRAJ - A ret&#xF3;rica do STF em tempos de pandemia</a></li><li>N&#xE3;o haver&#xE1; postagem esta semana</li></ul><!--kg-card-begin: html--><div class="post-excerpt" style="font-size: 0.01em;opacity:0;margins:0 0 0;">a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a</div>]]></description><link>https://filosofia.arcos.org.br/modulo095/</link><guid isPermaLink="false">644ec3497b884bc208ae9449</guid><dc:creator><![CDATA[Alexandre Araújo Costa]]></dc:creator><pubDate>Tue, 28 Jul 2020 21:15:28 GMT</pubDate><content:encoded><![CDATA[<ul><li>22/9, 18:00 - Semin&#xE1;rio <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LJDVFeDDK3E&amp;ref=filosofia.arcos.org.br">GPRAJ - A ret&#xF3;rica do STF em tempos de pandemia</a></li><li>N&#xE3;o haver&#xE1; postagem esta semana</li></ul><!--kg-card-begin: html--><div class="post-excerpt" style="font-size: 0.01em;opacity:0;margins:0 0 0;">a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a </div><!--kg-card-end: html--><h2 id="2-introdu-o">2. Introdu&#xE7;&#xE3;o</h2><p>Nesta semana, a disciplina de filosofia do direito envolver&#xE1; a presen&#xE7;a na palestra do Semin&#xE1;rio GPRAJ, que discute a ret&#xF3;rica jur&#xED;dica contempor&#xE2;nea.</p><h2></h2>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Módulo 13- Teoria Crítica e Pensamento Descolonial]]></title><description><![CDATA[<ul><li>12/9 e 14/9: Aula presencial</li><li>N&#xE3;o haver&#xE1; relat&#xF3;rio semanal. Dedique o tempo do relat&#xF3;rio ao Relat&#xF3;rio Final Individual, a ser entregue na pr&#xF3;xima semana.</li><li>18/9: Trabalho Final, parte 7 - Verifica&#xE7;&#xE3;o da aprova&</li></ul>]]></description><link>https://filosofia.arcos.org.br/modulo14/</link><guid isPermaLink="false">644ec3497b884bc208ae944a</guid><dc:creator><![CDATA[Alexandre Araújo Costa]]></dc:creator><pubDate>Tue, 28 Jul 2020 21:18:00 GMT</pubDate><content:encoded><![CDATA[<ul><li>12/9 e 14/9: Aula presencial</li><li>N&#xE3;o haver&#xE1; relat&#xF3;rio semanal. Dedique o tempo do relat&#xF3;rio ao Relat&#xF3;rio Final Individual, a ser entregue na pr&#xF3;xima semana.</li><li>18/9: Trabalho Final, parte 7 - Verifica&#xE7;&#xE3;o da aprova&#xE7;&#xE3;o ou retirada das informa&#xE7;&#xF5;es, bem como realiza&#xE7;&#xE3;o das adapta&#xE7;&#xF5;es necess&#xE1;rias</li></ul><!--kg-card-begin: html--><div class="post-excerpt" style="font-size: 0.01em;opacity:0;margins:0 0 0;">a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a </div><!--kg-card-end: html--><h2 id="2-introdu-o">2. Introdu&#xE7;&#xE3;o</h2><p></p><h2 id="3-leituras">3. Leituras</h2><h3 id="3-1-leitura-obrigat-ria">3.1 Leitura Obrigat&#xF3;ria</h3><ul><li>Milovic.</li></ul><h3 id="3-2-leitura-complementar">3.2 Leitura complementar</h3><ul><li>1: Mbembe, Achile. <strong><a href="https://revistas.ufrj.br/index.php/ae/article/view/8993/7169?ref=filosofia.arcos.org.br">Necropol&#xED;tica</a></strong>.</li></ul><h2 id="3-atividades">3. Atividades</h2>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Módulo Final- Continuação das Apresentações sobre os Filósofos e Autoavaliação]]></title><description><![CDATA[<ul><li>17/5 - Entrega das quest&#xF5;es objetivas</li><li>17/5 - Encontro s&#xED;ncrono para continuidade das apresenta&#xE7;&#xF5;es e para autoavalia&#xE7;&#xE3;o</li></ul><!--kg-card-begin: html--><div class="post-excerpt" style="font-size: 0.01em;opacity:0;margins:0 0 0;">a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a</div>]]></description><link>https://filosofia.arcos.org.br/modulo2/</link><guid isPermaLink="false">644ec3497b884bc208ae944b</guid><dc:creator><![CDATA[Alexandre Araújo Costa]]></dc:creator><pubDate>Tue, 28 Jul 2020 21:30:00 GMT</pubDate><content:encoded><![CDATA[<ul><li>17/5 - Entrega das quest&#xF5;es objetivas</li><li>17/5 - Encontro s&#xED;ncrono para continuidade das apresenta&#xE7;&#xF5;es e para autoavalia&#xE7;&#xE3;o</li></ul><!--kg-card-begin: html--><div class="post-excerpt" style="font-size: 0.01em;opacity:0;margins:0 0 0;">a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a </div><!--kg-card-end: html--><h2 id="2-entrega-das-quest-es-5-pontos-">2. Entrega das quest&#xF5;es (5 pontos)</h2><p>As quest&#xF5;es de treino devem ser quest&#xF5;es objetivas, com quatro alternativas, sendo apenas uma a correta, seguindo os moldes da prova da OAB. Ao elabor&#xE1;-las, os grupos dever&#xE3;o levar em considera&#xE7;&#xE3;o as ideias principais do pensador estudado, oferecendo alternativas que trunquem conceitos do pr&#xF3;prio fil&#xF3;sofo ou de outros estudiosos. Assim, ser&#xE1; poss&#xED;vel testar os conhecimentos.</p><p>As quest&#xF5;es dever&#xE3;o ser enviadas por meio de um formul&#xE1;rio pr&#xF3;prio, e elas passar&#xE3;o a integrar o banco de quest&#xF5;es, a partir das quais faremos os simulados iniciais, nos pr&#xF3;ximos semestres.</p><h2 id="3-autoavalia-o">3. Autoavalia&#xE7;&#xE3;o</h2><p>Cada estudante dever&#xE1; apresentar uma avalia&#xE7;&#xE3;o de sua participa&#xE7;&#xE3;o nesta disciplina (inclusive para subsidiar a nota de participa&#xE7;&#xE3;o nos encontros s&#xED;ncronos) e indicar os pontos que considerou mais proveitosos (e menos proveitosos).</p><h2 id="4-avalia-o-da-disciplina">4. Avalia&#xE7;&#xE3;o da disciplina</h2><p>Estar&#xE1; dispon&#xED;vel um formul&#xE1;rio para avalia&#xE7;&#xE3;o da disciplina.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[4. Do texto ao post]]></title><description><![CDATA[Para escrever os textos que vão ser inseridos no blog, você tem algumas opções. Analisamos aqui as possibilidades e, ao final, sugerimos um procedimento para guiar o processo de transformar o texto em um post.]]></description><link>https://filosofia.arcos.org.br/primeira-postagem/</link><guid isPermaLink="false">644ec3497b884bc208ae944d</guid><category><![CDATA[Instruções para escrever um blog neste site]]></category><dc:creator><![CDATA[Alexandre Araújo Costa]]></dc:creator><pubDate>Wed, 08 Jul 2020 02:51:00 GMT</pubDate><content:encoded><![CDATA[<h2 id="o-desafio-escrever-textos-compat-veis-com-o-html">O desafio: escrever textos compat&#xED;veis com o HTML</h2><p>Quando voc&#xEA; usa processadores de texto como o Word, voc&#xEA; tem grande liberdade para definir tanto o <em>conte&#xFA;do</em> quanto o <em>formato </em>do seu texto. Esse tipo de editor &#xE9; chamado normalmente de <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/WYSIWYG?ref=filosofia.arcos.org.br">WYSIWYG </a>(What You See Is What You Get), pois o texto que voc&#xEA; v&#xEA; na tela enquanto escrever &#xE9; id&#xEA;ntico ao que resultar&#xE1; de sua impress&#xE3;o.</p><p>Por estar ligado ao documento impresso, esse tipo de editor respeita uma regra impl&#xED;cita: voc&#xEA; precisa trabalhar nos limites de uma folha de papel (real ou virtual), cujo tamanho voc&#xEA; define no pr&#xF3;prio documento.</p><p>Quando voc&#xEA; escreve para a internet, essa moldura predefinida n&#xE3;o existe. O que existe &#xE9; uma multiplicidade de tamanhos de janelas de exibi&#xE7;&#xE3;o. Experimente modificar a largura desta tela que voc&#xEA; est&#xE1; lendo e voc&#xEA; ver&#xE1; que o texto se adapta, mudando de forma, para que ele tenha um formato equilibrado em molduras de qualquer tamanho.</p><p>Essa plasticidade &#xE9; fundamental para toda publica&#xE7;&#xE3;o na internet e, obviamente, ela demanda um planejamento exaustivo dos modos pelos quais a exibi&#xE7;&#xE3;o ser&#xE1; adaptada &#xE0; tela do usu&#xE1;rio. A programa&#xE7;&#xE3;o dessa exibi&#xE7;&#xE3;o flex&#xED;vel &#xE9; feita utilizando uma linguagem computacional espec&#xED;fica: o HTML (<a href="https://docs.fileformat.com/web/html/?ref=filosofia.arcos.org.br">Hypertext Markup Language)</a>, na qual &#xE9; poss&#xED;vel definir com comandos relativamente simples os modos pelos quais um texto ser&#xE1; exibido nas mais variadas janelas. </p><p>O custo da plasticidade oferecida pelo HTML &#xE9; que, diversamente do que ocorre com os editores WYSIWYG, o texto que voc&#xEA; v&#xEA; quando escreve n&#xE3;o &#xE9; o texto que vai aparecer para o leitor, pois a formata&#xE7;&#xE3;o final depende das configura&#xE7;&#xF5;es do site no qual o texto ser&#xE1; publicado. Este &#xE9; o texto que eu estou vendo enquanto escrevo no editor do Ghost, que &#xE9; diferente do texto que voc&#xEA; v&#xEA; agora, pois ele n&#xE3;o envolve nenhum dos formatos definidos no site da disciplina.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/08/o-que-vejo-quando-escrevo.png" class="kg-image" alt loading="lazy" width="805" height="324" srcset="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/size/w600/2020/08/o-que-vejo-quando-escrevo.png 600w, https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/08/o-que-vejo-quando-escrevo.png 805w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>E se voc&#xEA; quiser ver o HTML desta p&#xE1;gina, por exemplo, basta clicar nela com o bot&#xE3;o direito do mouse e escolher a op&#xE7;&#xE3;o &quot;Exibir C&#xF3;digo Fonte&quot;, que vai te mostrar toda a programa&#xE7;&#xE3;o necess&#xE1;ria para que esta p&#xE1;gina apare&#xE7;a no seu navegador exatamente desta forma.</p><p>Felizmente, voc&#xEA; n&#xE3;o precisa dominar HTML para publicar o seu post, uma vez que existem programas que convertem o seu texto texto em HTML, para que ele possa ser interpretado e exibido pelos navegadores (browsers). &#xC9; exatamente isso o que faz o Ghost: ele transforma os seus textos em c&#xF3;digos de HTML, para que seu post seja exibido adequadamente na internet.</p><p>Mas essa capacidade de convers&#xE3;o tem limites claros: o Ghost apenas consegue converter perfeitamente para HTML dois formatos de texto, que foram elaborados justamente para permitir esse tipo de convers&#xE3;o: o texto escrito diretamente no editor do Ghost e os textos escritos na linguagem <a href="https://www.markdownguide.org/getting-started/?ref=filosofia.arcos.org.br#:~:text=Markdown%20can%20be%20used%20for,opened%20using%20virtually%20any%20application.">Markdown</a>.</p><p>Por isso, a publica&#xE7;&#xE3;o de posts no Ghost (e tamb&#xE9;m nas outras plataformas existentes) exige que voc&#xEA; produza textos em um desses formatos. </p><p>Se voc&#xEA; quiser informa&#xE7;&#xF5;es adicionais sobre esse assunto est&#xE3;o na p&#xE1;gina &quot;<a href="https://filosofia.arcos.org.br/4-1-formatos-de-textos/">Formatos: .docx, HTML, .pdf, .md</a>&quot;.</p><p>Por&#xE9;m, se voc&#xEA; quiser pular as explica&#xE7;&#xF5;es que justificam a solu&#xE7;&#xE3;o proposta para a publica&#xE7;&#xE3;o dos posts dos grupos, pule para o &#xFA;ltimo item dessa p&#xE1;gina: Solu&#xE7;&#xE3;o Proposta.</p><h3 id="op-o-prim-ria-escrever-diretamente-no-ghost">Op&#xE7;&#xE3;o prim&#xE1;ria: Escrever diretamente no Ghost</h3><p>O Ghost &#xE9; um editor simples, no qual voc&#xEA; pode escrever o texto e format&#xE1;-lo de um modo bastante restrito. Tr&#xEA;s s&#xE3;o as principais restri&#xE7;&#xF5;es:</p><ol><li>N&#xE3;o descobri uma forma fluida de inserir notas de rodap&#xE9;: para voc&#xEA; fazer isso, na pr&#xE1;tica, ter&#xE1; de inserir sempre uma caixa de Markdown (o que te leva &#xE0; Alternativa 2). </li><li>Tamb&#xE9;m n&#xE3;o descobri uma forma de voc&#xEA; salvar seus textos em um arquivo aut&#xF4;nomo, pois se trata de um editor voltado &#xE0; publica&#xE7;&#xE3;o em HTML. Quando voc&#xEA; salva (Ctrl-S), o Ghost faz um update do post, em vez de salvar um arquivo.</li><li>H&#xE1; comandos cujos atalhos precisam ser conhecidos. Quando voc&#xEA; usa o bot&#xE3;o esquerdo sobre o texto, o Ghost te d&#xE1; menos op&#xE7;&#xF5;es do que ele realmente tem, e por isso voc&#xEA; tem de aprender alguns atalhos.</li></ol><p>Os atalhos mais importantes s&#xE3;o:</p><ol><li>Se voc&#xEA; inserir 1 seguido de ., no come&#xE7;o da linha, cria-se uma lista numerada.</li><li>Se voc&#xEA; inserir * seguido de espa&#xE7;o, no come&#xE7;o da linha, cria-se uma lista de pontos.</li><li>Se voc&#xEA; usar Ctrl-Z, &#xE9; desfeita a &#xFA;ltima opera&#xE7;&#xE3;o. Para refazer, o comando &#xE9; Ctrl-Shift-Z.</li><li>Para headers n&#xED;vel 4 a 6, &#xE9; preciso colocar os s&#xED;mbolos ####, seguido de espa&#xE7;o, no in&#xED;cio da linha.</li></ol><p>Se voc&#xEA; optar pelo sistema autor-data e n&#xE3;o utilizar notas (que s&#xE3;o de fato dispens&#xE1;veis em textos curtos e posts), o editor do Ghost pode ser uma boa op&#xE7;&#xE3;o.</p><p>Eu estou escrevendo este post diretamente no Ghost, o que &#xE9; muito pr&#xE1;tico, mas exige alguns cuidados. Em especial: n&#xE3;o h&#xE1; auto-salvamento. Quando voc&#xEA; tenta sair da p&#xE1;gina sem salvar os dados inseridos, h&#xE1; um aviso perguntando se voc&#xEA; tem certeza que quer sair e perder os dados. </p><p>Portanto, o editor do Ghost &#xE9; muito bom, tem quase todos os comandos dos quais voc&#xEA; precisa, mas tem a desvantagem de n&#xE3;o ter o auto-salvamento nem as notas de rodap&#xE9;. </p><h3 id="alternativa-2-escrever-em-markdown-e-colar-no-ghost">Alternativa 2: Escrever em Markdown e colar no Ghost</h3><p><a href="https://www.markdownguide.org/getting-started/?ref=filosofia.arcos.org.br#:~:text=Markdown%20can%20be%20used%20for,opened%20using%20virtually%20any%20application.">Markdown </a>&#xE9; uma linguagem que possibilita configura&#xE7;&#xF5;es simples e que se tornou a linguagem padr&#xE3;o para a escrita de textos a serem exibidos na internet. Ela &#xE9; mais fluida que o HTML, possibilita uma escrita &#xE1;gil e pode depois ser convertida para HTML de modo perfeito.</p><p>H&#xE1; no mercado v&#xE1;rios editores de Markdown. Pessoalmente, eu uso o Typora, mas tenho instalados tamb&#xE9;m o PanWriter e o SublimeText. Esses editores s&#xE3;o mais robustos que o do Ghost: t&#xEA;m salvamento autom&#xE1;tico, t&#xEA;m bot&#xE3;o de desfazer e gravam arquivos .md. </p><p>Cada um tem suas vantagens e todos eles t&#xEA;m uma desvantagem grande: n&#xE3;o permitem utilizar de modo simples as notas de rodap&#xE9;, que s&#xE3;o t&#xED;picas da escrita acad&#xEA;mica, mas n&#xE3;o s&#xE3;o t&#xED;picas das p&#xE1;ginas de Internet. Mas a inser&#xE7;&#xE3;o de notas &#xE9; poss&#xED;vel (e, de fato, n&#xE3;o &#xE9; t&#xE3;o complicada assim... s&#xF3; n&#xE3;o &#xE9; uma inser&#xE7;&#xE3;o t&#xE3;o fluida como ocorre no Word).</p><p>Por isso, &#xE9; dif&#xED;cil abandonar totalmente os editores similares ao Word, que t&#xEA;m funcionalidades espec&#xED;ficas para gerenciar as notas de rodap&#xE9; (como o Mendeley, o Zotero, o EndNote ou o Pages). Entretanto, se voc&#xEA; n&#xE3;o utilizar esses sistemas de gerenciamento, pode ser uma boa sa&#xED;da escrever direto no Typora ou em outro editor de sua prefer&#xEA;ncia. </p><h4 id="c-pia-do-texto-do-typora-no-ghost">C&#xF3;pia do texto do Typora no Ghost</h4><p>Se voc&#xEA; copiar diretamente um texto do Typora no Ghost, ele sai assim (isso se voc&#xEA; selecionar, no Arquivo:Prefer&#xEA;ncias:Editor, a caixa que indica que o Ctrl-C copiar&#xE1; o Markdown):</p><blockquote>&quot;Meu pai nasceu em 1951, quando os EUA tinham escolas segregadas<sup>1</sup>, havia mais de 20 col&#xF4;nias europeias na &#xC1;frica, as mulheres casadas no Brasil somente podiam exercer uma profiss&#xE3;o com autoriza&#xE7;&#xE3;o pr&#xE9;via do marido<sup>2</sup> e a homossexualidade era crime na Inglaterra<sup>3</sup>.</blockquote><blockquote>[<strong>1</strong>] &#xA0; &#xA0;Brown v. Board of Education &#xE9; de 1954.[<strong>2</strong>] &#xA0; &#xA0;&#xC9; de 1962 o Estatuto da Mulher Casada, que muda essa situa&#xE7;&#xE3;o.[<strong>3</strong>] &#xA0; &#xA0;&#xC9; de 1967 o Sex Offence Act que legalizou a rela&#xE7;&#xF5;es homossexuais praticadas entre maiores de 21 anos.&quot;</blockquote><p>Sem a marca&#xE7;&#xE3;o da referida op&#xE7;&#xE3;o de edi&#xE7;&#xE3;o, a c&#xF3;pia sai assim, sem as notas, o que &#xE9; a pior das alternativas porque implica uma supress&#xE3;o de textos importantes.</p><blockquote>Meu pai nasceu em 1951, quando os EUA tinham escolas segregadas[<a href="#_ftn1">1]</a>, havia mais de 20 col&#xF4;nias europeias na &#xC1;frica, as mulheres casadas no Brasil somente podiam exercer uma profiss&#xE3;o com autoriza&#xE7;&#xE3;o pr&#xE9;via do marido[<a href="#_ftn2">2]</a> e a homossexualidade era crime na Inglaterra[<a href="#_ftn3">3]</a>.</blockquote><h4 id="c-pia-do-texto-em-caixa-de-markdown">C&#xF3;pia do texto em caixa de Markdown</h4><p>Se voc&#xEA; copiar esse mesmo trecho e inserir dentro de uma caixa de Markdown, a formata&#xE7;&#xE3;o &#xE9; mantida, as notas ficam em sobrescrito e existe um link entre a indica&#xE7;&#xE3;o da nota e o texto da nota.</p><p>Por isso, se voc&#xEA; tiver notas no Typora, a melhor op&#xE7;&#xE3;o &#xE9; colar em uma caixa de Markdown: se voc&#xEA; clicar no s&#xED;mbolo &quot;+&quot; que aparece toda vez que voc&#xEA; cria um novo par&#xE1;grafo no Ghost, voc&#xEA; pode abrir uma caixa de Markdown e colar dentro dela textos copiados. Isso faz com que eles sejam interpretados de uma forma perfeita e que sejam publicados do modo exato como voc&#xEA; escreveu no Typora.</p><!--kg-card-begin: markdown--><blockquote>
<p>Meu pai nasceu em 1951, quando os EUA tinham escolas segregadas<sup class="footnote-ref"><a href="#fn1" id="fnref1">[1]</a></sup>, havia mais de 20 col&#xF4;nias europeias na &#xC1;frica, as mulheres casadas no Brasil somente podiam exercer uma profiss&#xE3;o com autoriza&#xE7;&#xE3;o pr&#xE9;via do marido<sup class="footnote-ref"><a href="#fn2" id="fnref2">[2]</a></sup> e a homossexualidade era crime na Inglaterra<sup class="footnote-ref"><a href="#fn3" id="fnref3">[3]</a></sup>.</p>
</blockquote>
<hr class="footnotes-sep">
<section class="footnotes">
<ol class="footnotes-list">
<li id="fn1" class="footnote-item"><p>Brown v. Board of Education &#xE9; de 1954. <a href="#fnref1" class="footnote-backref">&#x21A9;&#xFE0E;</a></p>
</li>
<li id="fn2" class="footnote-item"><p>&#xC9; de 1962 o Estatuto da Mulher Casada, que muda essa situa&#xE7;&#xE3;o. <a href="#fnref2" class="footnote-backref">&#x21A9;&#xFE0E;</a></p>
</li>
<li id="fn3" class="footnote-item"><p>&#xC9; de 1967 o Sex Offence Act que legalizou a rela&#xE7;&#xF5;es homossexuais praticadas entre maiores de 21 anos. <a href="#fnref3" class="footnote-backref">&#x21A9;&#xFE0E;</a></p>
</li>
</ol>
</section>
<!--kg-card-end: markdown--><p>Como essa colagem &#xE9; um &#xA0;ponto fundamental para que as postagens saiam corretas, o pr&#xF3;ximo post ser&#xE1; justamente sobre essa ela. Mas &#xE9; preciso ter em mente que as notas n&#xE3;o ficar&#xE3;o no fim o texto, mas no fim da caixa de Markdown. Ent&#xE3;o, se houver texto fora dessa caixa, a localiza&#xE7;&#xE3;o das notas n&#xE3;o ficar&#xE1; perfeita.</p><h3 id="alternativa-3-escrever-no-word-e-copiar-para-o-ghost">Alternativa 3: Escrever no Word e copiar para o Ghost</h3><p>Para gerar o arquivo em Markdown, voc&#xEA; pode escrever diretamente em um editor como o Typora, mas tamb&#xE9;m pode converter seus textos no formato .docx (do Word) e colar no Typora (e em outros editores de Markdown que usam internamente o programa Pandoc para fazer essa convers&#xE3;o).</p><p>&#xC9; poss&#xED;vel usar um plugin do Word chamado Writage, mas ele utiliza op&#xE7;&#xF5;es do Pandoc que inserem muitas quebras de linha que exigem muito trabalho para consertar. Em um primeiro momento, eu achei que o Writage seria uma boa solu&#xE7;&#xE3;o para o nosso curso, mas depois me convenci de que as dificuldades inseridas por ele n&#xE3;o valem os seus benef&#xED;cios para textos voltados a publica&#xE7;&#xE3;o em HTML.</p><p>Devemos admitir que n&#xE3;o existe uma tradu&#xE7;&#xE3;o perfeita do Word para o Markdown, porque as op&#xE7;&#xF5;es de formata&#xE7;&#xE3;o do .md s&#xE3;o mais limitadas e algum ru&#xED;do sempre acaba sendo inserido nos dados. Apesar disso, uma das melhores op&#xE7;&#xF5;es &#xE9; copiar diretamente do Word para o Ghost, como &#xE9; poss&#xED;vel ver no trecho seguinte:</p><blockquote>Meu pai nasceu em 1951, quando os EUA tinham escolas segregadas<a href="#_ftn1">[1]</a>, havia mais de 20 col&#xF4;nias europeias na &#xC1;frica, as mulheres casadas no Brasil somente podiam exercer uma profiss&#xE3;o com autoriza&#xE7;&#xE3;o pr&#xE9;via do marido<a href="#_ftn2">[2]</a> e a homossexualidade era crime na Inglaterra<a href="#_ftn3">[3]</a>. <br></blockquote><hr><blockquote><a href="#_ftnref1">[1]</a> Brown v. Board of Education &#xE9; de 1954.</blockquote><blockquote><a href="#_ftnref2">[2]</a> &#xC9; de 1962 o Estatuto da Mulher Casada, que muda essa situa&#xE7;&#xE3;o.</blockquote><blockquote><a href="#_ftnref3">[3]</a> &#xC9; de 1967 o Sex Offence Act que legalizou a rela&#xE7;&#xF5;es homossexuais praticadas entre maiores de 21 anos.</blockquote><p>Os n&#xFA;meros das notas s&#xE3;o mantidos, mas os links n&#xE3;o funcionam na publica&#xE7;&#xE3;o final. Esse &#xE9; um problema, mas de menor escala, especialmente em textos curtos. Assim, se voc&#xEA; trabalha com notas no Word, pode ser mais &#xFA;til &#xA0;copiar diretamente o texto, o que faz perder os links (e tamb&#xE9;m a formata&#xE7;&#xE3;o adequada dos t&#xED;tulos).</p><h3 id="alternativa-4-word-typora-para-textos-mais-complexos">Alternativa 4: Word + Typora, para textos mais complexos</h3><p>Ap&#xF3;s fazer alguns testes a solu&#xE7;&#xE3;o que nos parece a mais simples para a publica&#xE7;&#xE3;o &#xE9; voc&#xEA; escrever diretamente no Ghost textos pequenos e m&#xE9;dios, sem notas de rodap&#xE9;.</p><p>Para textos m&#xE9;dios, escrever no Word e copiar no Ghost pode funcionar, mas &#xE9; preciso fazer uma revis&#xE3;o na formata&#xE7;&#xE3;o (e ter consci&#xEA;ncia de que os links das notas de rodap&#xE9; ser&#xE3;o perdidos, o que &#xE9; ruim em textos grandes). Por&#xE9;m, em textos com muitas notas de rodap&#xE9; (ou baseados em sistemas de gest&#xE3;o de bibliografia), &#xE9; melhor copiar do Word para o editor de Markdown, editar o texto, e depois colar em uma caixa de Markdown do Ghost. Nesse caso, o m&#xE9;todo seria:</p><ol><li>escrever textos no Word;</li><li>copiar e o texto no Typora (ou em outro editor de Markdown de sua prefer&#xEA;ncia), para fazer a revis&#xE3;o da convers&#xE3;o; </li><li>copiar o texto do Typora e colar na caixa de Markdown do Ghost.</li></ol><p>No Typora, &#xE9; preciso tomar o cuidado de usar o comando Copiar como Markdown ou entrar no Arquivo:Prefer&#xEA;ncias:Edi&#xE7;&#xE3;o e marcar a caixa Copiar c&#xF3;digo fonte de Markdown como texto sem formata&#xE7;&#xE3;o.</p><p>Mesmo fazendo tudo isso, n&#xE3;o deixe de fazer um <em>preview </em>do post para ver se est&#xE1; tudo bem. O resultado costuma ser bom, mas pode ser que voc&#xEA; encontre alguns problema com espa&#xE7;os ou par&#xE1;grafos a mais ou a menos. Costuma haver erro tamb&#xE9;m em notas de rodap&#xE9; com v&#xE1;rios par&#xE1;grafos (pois uma parte delas pode ser entendida como texto e n&#xE3;o como rodap&#xE9;). </p><p>Se o texto n&#xE3;o estiver perfeito, o melhor &#xE9; voc&#xEA; voltar ao Typora e fazer os ajustes, e depois copiar de novo. Alguns problemas menores podem ser ajustados diretamente no Ghost.</p><p>Pode parecer um pouco complicado, mas &#xE9; uma forma de trabalho (relativamente) fluida quando voc&#xEA; a domina. &#xC9; evidentemente mais trabalhoso do que simplesmente escrever o texto no Word (como estamos acostumados), mas a escrita do post exige que voc&#xEA; tamb&#xE9;m incorpore parte do trabalho de edi&#xE7;&#xE3;o do texto para que o seu texto possa ser convertido corretamente em HTML e, com isso, ganhar a rede.</p><p></p><p></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[5. Inserir no Ghost conteúdo produzido fora dele]]></title><description><![CDATA[<p>No post anterior, indicamos que, para que o seu post tenha uma formata&#xE7;&#xE3;o perfeita, a sa&#xED;da mais robusta &#xE9; colar no Ghost textos em Markdown. </p><p>Voc&#xEA; pode escrever diretamente no Ghost, com certos riscos (este texto foi escrito diretamente no Ghost), mas &#xE9; conveniente</p>]]></description><link>https://filosofia.arcos.org.br/colando-textos-em-caixas-de-markdown/</link><guid isPermaLink="false">644ec3497b884bc208ae944e</guid><category><![CDATA[Instruções para escrever um blog neste site]]></category><dc:creator><![CDATA[Alexandre Araújo Costa]]></dc:creator><pubDate>Mon, 06 Jul 2020 15:56:00 GMT</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>No post anterior, indicamos que, para que o seu post tenha uma formata&#xE7;&#xE3;o perfeita, a sa&#xED;da mais robusta &#xE9; colar no Ghost textos em Markdown. </p><p>Voc&#xEA; pode escrever diretamente no Ghost, com certos riscos (este texto foi escrito diretamente no Ghost), mas &#xE9; conveniente escrever em um editor de textos de sua prefer&#xEA;ncia e depois copiar o texto no Ghost apenas para finalidade de publica&#xE7;&#xE3;o. J&#xE1; tratamos de como o texto em .md pode ser gerado, e agora vamos explicar com mais detalhe o que fazer para public&#xE1;-lo.</p><p>Quando voc&#xEA; est&#xE1; em uma linha vazia do Ghost, ele coloca um s&#xED;mbolo de &quot;+&quot; logo antes do in&#xED;cio da linha:</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/07/Bot-o--.png" class="kg-image" alt loading="lazy" width="914" height="111" srcset="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/size/w600/2020/07/Bot-o--.png 600w, https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/07/Bot-o--.png 914w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>A imagem acima &#xE9; o print do que ocorreu quando eu inseri uma marca de par&#xE1;grafo logo depois da frase anterior (e, pessoalmente, eu uso o programa gratuito Tec Smith Capture para gerar essa imagem da tela). Quando voc&#xEA; clica sobre o &quot;+&quot;, ele abre uma caixa de di&#xE1;logo que permite inserir elementos diferentes de texto:</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/07/2020-07-30_09-35-39.png" class="kg-image" alt loading="lazy" width="269" height="573"></figure><p>Essa caixa permite a inser&#xE7;&#xE3;o de v&#xE1;rias coisas &#xFA;teis: imagens, divisor (que &#xE9; um risco horizontal) e uma caixa no qual voc&#xEA; pode inserir os textos em Markdown, que &#xE9; justamente o que nos interessa (por isso coloquei a seta laranja apontando para ela).</p><p>A caixa de inser&#xE7;&#xF5;es tamb&#xE9;m permite uma coisa interessante que &#xE9; o &quot;embed&quot;, ou seja, a inser&#xE7;&#xE3;o do conte&#xFA;do de outros sites dentro do Ghost. Essa op&#xE7;&#xE3;o &#xE9; importante para que voc&#xEA; possa inserir videos, pois, como voc&#xEA; pode ter notado, o Ghost n&#xE3;o tem uma possibilidade de inserir diretamente arquivos de video (o que exigiria que ele oferecesse espa&#xE7;o para hospedar esses arquivos). </p><p>O que voc&#xEA; pode inserir &#xE9; apenas um link para um arquivo de video, hospedado em outra p&#xE1;gina. Voc&#xEA; pode usar o youtube ou o vimeo para hospedar o video e inserir no Ghost o link, ou a op&#xE7;&#xE3;o de embed. </p><p>Se voc&#xEA; quiser inserir seus pr&#xF3;prios arquivos, sem passar pelos sites de hospedagem de video, sugiro que criem uma conta gratuita no fast.io, que tem uma forma de trabalho engenhosa. Voc&#xEA; compartilha com o fast.io uma pasta de dropbox, e assim voc&#xEA; pode gravar localmente seus arquivos (de qualquer tipo, e n&#xE3;o s&#xF3; de video) e eles s&#xE3;o carregados automaticamente pelo fast.io para uma p&#xE1;gina na internet. Com isso, seus arquivos ganham um hiperlink que voc&#xEA; pode usar para public&#xE1;-los no Ghost (ou em qualquer outro lugar).</p><p>Com essas ferramentas, voc&#xEA; pode criar um post limpo e bem formatado, usando o template da p&#xE1;gina do curso.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Por que estudar filosofia do direito hoje?]]></title><description><![CDATA[<h2 id="1-desenvolvimento-de-uma-sensibilidade-reflexiva">1. Desenvolvimento de uma sensibilidade reflexiva</h2><p>Por maior que seja o distanciamento atual entre o senso comum e a filosofia contempor&#xE2;nea, essa dist&#xE2;ncia n&#xE3;o diminuiu a relev&#xE2;ncia dos discursos filos&#xF3;ficos. A principal import&#xE2;ncia me parece ser a de</p>]]></description><link>https://filosofia.arcos.org.br/motivos-para-estudar-filosofia-do-direito-hoje/</link><guid isPermaLink="false">644ec3497b884bc208ae9450</guid><category><![CDATA[inicio]]></category><category><![CDATA[CFD]]></category><dc:creator><![CDATA[Alexandre Araújo Costa]]></dc:creator><pubDate>Thu, 30 Jul 2020 04:34:48 GMT</pubDate><content:encoded><![CDATA[<h2 id="1-desenvolvimento-de-uma-sensibilidade-reflexiva">1. Desenvolvimento de uma sensibilidade reflexiva</h2><p>Por maior que seja o distanciamento atual entre o senso comum e a filosofia contempor&#xE2;nea, essa dist&#xE2;ncia n&#xE3;o diminuiu a relev&#xE2;ncia dos discursos filos&#xF3;ficos. A principal import&#xE2;ncia me parece ser a de que a filosofia pode nos ajudar a compreender melhor as tens&#xF5;es pol&#xED;ticas contempor&#xE2;neas e as suas ra&#xED;zes, bem como abrir espa&#xE7;os interessantes para a constru&#xE7;&#xE3;o de novos modelos simb&#xF3;licos, que consigam organizar melhor as nossas pr&#xE1;ticas sociais. Mas n&#xE3;o se trata de um caminho direto, pois as estruturas de nossa compreens&#xE3;o s&#xE3;o complexas, nossos mapas conceituais s&#xE3;o sobrepostos, nossos contatos com o mundo emp&#xED;rico s&#xE3;o indiretos, os significados de cada termo s&#xE3;o fugidios e as perspectivas s&#xE3;o t&#xE3;o variadas que a melhor met&#xE1;fora para a filosofia n&#xE3;o &#xE9; a de uma <em>pir&#xE2;mide</em>, mas um <em>labirinto</em>.</p><p>Pensar n&#xE3;o &#xE9; sair da caverna nem substituir a incerteza das sombras pelos contornos n&#xED;tidos das pr&#xF3;prias coisas, a claridade vacilante de uma chama pela luz do verdadeiro Sol. &#xC9; entrar no Labirinto, mais exatamente fazer ser e aparecer um Labirinto ao passo que se poderia ter ficado &apos;estendido entre as flores, voltado para o c&#xE9;u&apos;. E, perder-se em galerias que s&#xF3; existem porque as cavamos incansavelmente, girar no fundo de um beco cujo acesso se fechou atr&#xE1;s de nossos passos - at&#xE9; que essa rota&#xE7;&#xE3;o, inexplicavelmente, abra, na parede, fendas por onde se pode passar. (Castoriadis 1992, 10)</p><p>Por tudo isso, conv&#xE9;m reconhecer que o estudo da filosofia &#xE9; menos a transmiss&#xE3;o de um conjunto de conhecimentos do que um processo pelo qual analisamos as nossas certezas, em busca de compreender como se estruturam os nossos modelos de compreens&#xE3;o do mundo.</p><p>A filosofia pode ser um conjunto de discursos, mas aprendi com Luis Alberto Warat que a <em>educa&#xE7;&#xE3;o para a filosofia</em> precisa ser um desenvolvimento da sensibilidade. O estudo da filosofia deveria nos tornar sens&#xED;veis ao modo com articulamos nossas explica&#xE7;&#xF5;es acerca do mundo: &#xE0;s categorias utilizadas, &#xE0; densidade dos argumentos, &#xE0;s armadilhas ret&#xF3;ricas, aos valores impl&#xED;citos, ao modo insidioso como as nossas prefer&#xEA;ncias ideol&#xF3;gicas condicionam nossas avalia&#xE7;&#xF5;es. Seguindo a velha estrat&#xE9;gia socr&#xE1;tica, os fil&#xF3;sofos tendem a come&#xE7;ar suas an&#xE1;lises por meio do que Derrida veio a chamar de <em>desconstru&#xE7;&#xE3;o</em>: n&#xE3;o se trata de destruir, mas de compreender o modo como nossas cren&#xE7;as foram constru&#xED;das, para que elas possam ser transformadas.</p><p>A capacidade dos discursos filos&#xF3;ficos de promover essa transforma&#xE7;&#xE3;o &#xE9; limitada. Warat, por muitos anos, promoveu uma desconstru&#xE7;&#xE3;o dos discursos dogm&#xE1;ticos, denunciando os mitos entremeados nas teorias pseudo-cient&#xED;ficas que organizam a interpreta&#xE7;&#xE3;o do direito. Ele me disse que, em certo ponto, entendeu que os juristas t&#xEA;m uma habilidade ret&#xF3;rica e lingu&#xED;stica muito desenvolvida o que torna muito dif&#xED;cil acessar a sua sensibilidade por essa via, visto que eles s&#xE3;o extremamente capazes de (re)construir narrativas que justifiquem suas vis&#xF5;es de mundo. Quando aprendem novas teorias filos&#xF3;ficas, os juristas n&#xE3;o alteram a sua sensibilidade, mas passam a justificar a sua forma de ver o mundo com os instrumentos que lhe foram dados pela nova linguagem. Lampedusianamente, mudam os discursos para que as estruturas permane&#xE7;am inalteradas.</p><p>Na busca de instrumentos mais eficazes para promover uma renova&#xE7;&#xE3;o nas pr&#xE1;ticas jur&#xED;dicas, Warat explorou as conex&#xF5;es do direito com a psican&#xE1;lise, do direito com a arte e do potencial transformador da media&#xE7;&#xE3;o. Entendo que ele buscou nessas v&#xE1;rias estrat&#xE9;gias uma forma de contribuir para a forma&#xE7;&#xE3;o de juristas sens&#xED;veis, capazes de compreender os conflitos para al&#xE9;m das lides e de contribuir para uma transforma&#xE7;&#xE3;o produtiva das rela&#xE7;&#xF5;es sociais envolvidas submetidas a um processo jur&#xED;dico de solu&#xE7;&#xE3;o de controv&#xE9;rsias. No seu &#xFA;ltimo ciclo produtivo, que acompanhei de perto entre 2001 e 2008, Warat defendia que s&#xF3; a experi&#xEA;ncia nos modifica, e que a multiplica&#xE7;&#xE3;o de discursos sobre a experi&#xEA;ncia vivida tende a limitar o seu poder transformador.</p><p>A incorpora&#xE7;&#xE3;o dessa ideia n&#xE3;o precisa ser feita por uma passagem completa dos livros aos eventos, pois &#xE9; poss&#xED;vel construir os cursos de filosofia como experi&#xEA;ncias a serem vividas. Existem informa&#xE7;&#xF5;es a serem transmitidas, basicamente sobre <em>hist&#xF3;ria da filosofia</em>, mas a maneira como abordamos esse conhecimento pode representar uma experi&#xEA;ncia (trans)formadora. &#xC9; preciso aprender sobre os fil&#xF3;sofos e suas ideias contrapostas, sobre com as ideias s&#xE3;o influenciadas por seus contextos hist&#xF3;ricos e pol&#xED;ticos, mas creio que o curso de filosofia deve propiciar o desenvolvimento de uma sensibilidade para a <em>d&#xFA;vida</em> e para as variadas formas de organizar um sistema simb&#xF3;lico que d&#xEA; sentido a nossa experi&#xEA;ncia.</p><p>Trataremos de hist&#xF3;ria da filosofia, discutiremos v&#xE1;rias teorias, mas sempre com a consci&#xEA;ncia de que existe um risco muito grande de que esse tipo de estudo nos conduza a uma erudi&#xE7;&#xE3;o vazia: um conhecimento acerca da filosofia que n&#xE3;o estimula uma postura reflexiva. Para minimizar esse risco, &#xE9; preciso que estejamos atentos para evitar as armadilhas de um conhecimento mec&#xE2;nico, que acumule informa&#xE7;&#xF5;es ao inv&#xE9;s de conect&#xE1;-las em uma rede: &#xE9; o esfor&#xE7;o hermen&#xEA;utico para estabelecer liga&#xE7;&#xF5;es entre as informa&#xE7;&#xF5;es novas as antigas, formando sistemas mais complexos de significa&#xE7;&#xE3;o, que nos for&#xE7;a a reinterpretar constantemente nossos pr&#xF3;prios quadros conceituais.</p><p>Nossa aposta &#xE9; a de que, quanto mais rico for o conjunto das novas informa&#xE7;&#xF5;es, quanto maiores as necessidades de o estudante precisar de um esfor&#xE7;o hermen&#xEA;utico para estabelecer conex&#xF5;es significativas entre elas, maior a possibilidade de que cada um dos alunos possa utilizar os v&#xE1;rios modelos filos&#xF3;ficos como uma esp&#xE9;cie de espelho, no qual consiga ressignificar parte dos seus pr&#xF3;prios conjuntos de cren&#xE7;as e de valores, de tal forma que a experi&#xEA;ncia deste curso seja (trans)formadora e n&#xE3;o a penas informativa.</p><h2 id="2-a-irrelev-ncia-da-filosofia-metaf-sica">2. A irrelev&#xE2;ncia da filosofia metaf&#xED;sica</h2><p>Apesar de defender a import&#xE2;ncia do ensino de filosofia do direito (que outra coisa esperar de um professor dessa mat&#xE9;ria?), creio que certas abordagens filos&#xF3;ficas deveriam estar na estante de antiguidades que estudamos apenas por interesse hist&#xF3;rico, como a <em>mitologia grega</em>, a <em>filosofia natural</em> e a <em>astrologia</em>. Ningu&#xE9;m estuda a f&#xED;sica aristot&#xE9;lica para aprender algo sobre o mundo, embora possa ser interessante para entender como pensavam os gregos. O estudo das mitologias antigas pode ser muito interessante para pensarmos no modo como os humanos constroem suas subjetividades.</p><p>O te&#xF3;logo Schleiermacher fez uma distin&#xE7;&#xE3;o interessante quando indicou que os antigos estudavam os textos can&#xF4;nicos buscando compreender a verdade que eles portavam. Um cat&#xF3;lico tende a ler a B&#xED;blia buscando encontrar verdades subjacentes ao texto, e n&#xE3;o como uma express&#xE3;o de certos autores. Mas &#xE9; justamente assim que os modernos encaram os textos liter&#xE1;rios e mesmo hist&#xF3;ricos: como express&#xF5;es de um autor. Interessa-nos entender o que o autor <em>quis dizer</em>, mas n&#xE3;o supomos que a compreens&#xE3;o da Arist&#xF3;teles, de C&#xED;cero, de Dante ou do Padre Vieira seja capaz de nos mostrar verdades sobre o mundo.</p><p>Estudar a filosofia antiga como uma forma de compreender os modos como os antigos percebiam o mundo &#xE9; algo muito proveitoso, especialmente porque o estudo de culturas diversas nos ensina muito sobre a conting&#xEA;ncia da nossa pr&#xF3;pria cultura. No caso da filosofia, esse tipo de abordagem &#xE9; essencial, pois somente a compreens&#xE3;o hist&#xF3;rica de como os modelos explicativos se desenvolvem pode nos oferecer um horizonte adequado a que compreendamos os limites e as potencialidades das culturas em que estamos imersos.</p><p>Al&#xE9;m disso, algumas das estruturas simb&#xF3;licas com as quais constru&#xED;mos nossos modelos de compreens&#xE3;o s&#xE3;o muito antigas. A nossa cultura atual n&#xE3;o &#xE9; um sistema unificado, mas um conjunto de elementos que herdamos de v&#xE1;rios momentos hist&#xF3;ricos e que comp&#xF5;em um mosaico complexo.</p><p>Ainda &#xE9; presente em nosso senso comum a antiqu&#xED;ssima ideia de que o mundo tem uma <em>ordem natural</em>, que n&#xE3;o &#xE9; evidente, mas que pode ser conhecida por meio da raz&#xE3;o, da experi&#xEA;ncia ou da revela&#xE7;&#xE3;o. Temos grande apre&#xE7;o por parte de nossos valores tradicionais, enquanto outra parte nos parece de um preconceito obscurantista. A maioria das pessoas tem uma vis&#xE3;o religiosa do mundo, admitindo a exist&#xEA;ncia de entes sobrenaturais dotados de intencionalidade. Ao mesmo tempo, a maioria das pessoas est&#xE1; tamb&#xE9;m disposta a reconhecer que a cultura tem uma dimens&#xE3;o hist&#xF3;rica, que n&#xE3;o apenas realiza uma ordem predefinida, mas cria novas estruturas. A radical consci&#xEA;ncia hist&#xF3;rica da p&#xF3;s-modernidade, que admite a historicidade das pr&#xF3;prias condi&#xE7;&#xF5;es de verdade, coabita com pretens&#xF5;es de fundamenta&#xE7;&#xE3;o objetiva da igualdade entre homens e mulheres e da veda&#xE7;&#xE3;o da escravid&#xE3;o.</p><p>Podemos enfrentar essa multiplicidade de fragmentos de v&#xE1;rias formas. Podemos adotar a perspectiva metaf&#xED;sica, que enxerga nessa multiplicidade uma sobreposi&#xE7;&#xE3;o de ilus&#xF5;es e simulacros, tendo em vista que existe por tr&#xE1;s disso tudo uma ordem natural que pode ser conhecida racionalmente. Podemos adotar uma perspectiva tradicional, que entende que a verdadeira ordem est&#xE1; al&#xE9;m da cogni&#xE7;&#xE3;o humana, mas pode ser conhecida por certas revela&#xE7;&#xF5;es. Podemos adotar uma perspectiva positivista, que nega qualquer tipo de transcend&#xEA;ncia. Podemos misturar v&#xE1;rias dessas posi&#xE7;&#xF5;es, gerando modelos paradoxais e por isso mesmo aceit&#xE1;veis por nossos valores paradoxais.</p><p>Essas possibilidades todas existem, e creio que um curso de filosofia do direito deveria ressaltar a exist&#xEA;ncia dessa multiplicidade de discursos e dos limites e potencialidades de cada um. Por&#xE9;m, boa parte das perspectivas filos&#xF3;ficas tentam indicar qual &#xE9; o modelo correto, ou no m&#xED;nimo contribuir para que as pessoas possam diferenciar a verdade do simulacro. A espalhada ideia de que a filosofia &#xE9; um estudo capaz de nos mostrar os primeiros princ&#xED;pios fez com que os fil&#xF3;sofos contempor&#xE2;neos tenham reconhecido explicitamente a inutilidade da Filosofia.</p><p>Os neopositivistas, em geral, consideram aquilo que se chama tipicamente de filosofia n&#xE3;o deve ser considerada uma busca de verdades complexas e profundas, mas um grande mal-entendido: uma busca incessante de tentar responder perguntas mal formuladas, por meio de categorias imprecisas, que n&#xE3;o tem como nos levar a lugar algum. O ceticismo mais dr&#xE1;stico quanto a essa filosofia cl&#xE1;ssica foi manifestado por Wittgenstein, o neopositivista arquet&#xED;pico: sobre aquilo que n&#xE3;o se pode falar cientificamente, deve-se ficar calado. Pode-se fazer poesia, claro, e todas as outras artes, mas n&#xE3;o se deve confundir a linguagem expressiva das artes com a linguagem cient&#xED;fica que fala do mundo com objetividade e clareza.</p><p>Nenhum fil&#xF3;sofo influenciado pelo giro lingu&#xED;stico pode afirmar, como Miguel Reale, que o problema fundamental da filosofia &#xE9; descobrir os <em>valores</em>. Reale prop&#xF4;s uma teoria tridimensional do direito, que deveria ser compreendido como uma certa combina&#xE7;&#xE3;o entre fatos, valores e normas. Mais especificamente, o direito seria uma articula&#xE7;&#xE3;o normativa entre fatos e valores, cabendo &#xE0; sociologia o estudo do direito como fato, &#xE0; filosofia o estudo do direito como valor, e &#xE0; ci&#xEA;ncia jur&#xED;dica o estudo do direito como norma. Essa &#xE9; uma divis&#xE3;o que identifica a filosofia com a <em>metaf&#xED;sica</em>, algo que foi feito amplamente at&#xE9; o s&#xE9;culo XIX, mas que se tornou uma divis&#xE3;o inadequada no s&#xE9;culo XX, quando tantos fil&#xF3;sofos se insurgiram contra o legado grego e apresentaram a filosofia com uma disciplina que tratava da <em>linguagem</em>, e n&#xE3;o das coisas em si.</p><p>Confesso que, se eu entrasse em uma aula de filosofia de um professor que estivesse interessado em me mostrar os valores corretos, ou as metodologias adequadas para descobrir distinguir a verdade do simulacro, meu primeiro &#xED;mpeto seria o de trancar imediatamente a mat&#xE9;ria. Estudar a filosofia como faziam os gregos, como um caminho para descobrir os princ&#xED;pios, &#xE9; algo profundamente distante da consci&#xEA;ncia hist&#xF3;rica da filosofia contempor&#xE2;nea. Assim, se alguma utilidade tem o estudo da filosofia, essa utilidade n&#xE3;o est&#xE1; em uma retomada do ideal grego de busca da verdade, mas no esclarecimento da estrutura lingu&#xED;stica de nossos universos simb&#xF3;licos, e do modo como podemos articular categorias para conferir sentido &#xE0; nossa experi&#xEA;ncia.</p><h2 id="3-aprimoramento-ret-rico">3. Aprimoramento ret&#xF3;rico</h2><p>Embora o objetivo fundamental deste curso de filosofia do direito seja estimular nos estudantes o cultivo das d&#xFA;vidas filos&#xF3;ficas e a autocompreens&#xE3;o sobre as estruturas e limites de suas vis&#xF5;es de mundo, trata-se de um estudo que tamb&#xE9;m tem uma relev&#xE2;ncia utilit&#xE1;ria para a pr&#xE1;tica jur&#xED;dica.</p><p>O primeiro ponto de utilidade pr&#xE1;tica &#xE9; que a erudi&#xE7;&#xE3;o filos&#xF3;fica &#xE9; um marcador simb&#xF3;lico de poder, na medida em que significa uma distin&#xE7;&#xE3;o. Existe uma erudi&#xE7;&#xE3;o m&#xED;nima que possibilita aos juristas compreender as refer&#xEA;ncias filos&#xF3;ficas contidas nas decis&#xF5;es judiciais. Felizmente, o discurso jur&#xED;dico contempor&#xE2;neo &#xE9; menos rebuscado do que costumava ser, com uma valoriza&#xE7;&#xE3;o crescente da clareza, da simplicidade e da concis&#xE3;o. Al&#xE9;m disso, cada vez mais o direito se reproduz por meio de refer&#xEA;ncias a <em>precedentes judiciais</em>, o que torna dispens&#xE1;veis as cita&#xE7;&#xF5;es doutrin&#xE1;rias que eram inevit&#xE1;veis na argumenta&#xE7;&#xE3;o jur&#xED;dica do s&#xE9;culo passado. Entretanto, nas decis&#xF5;es de casos dif&#xED;ceis, que envolvem constru&#xE7;&#xF5;es argumentativas mais elaboradas, ou nos casos em que os ju&#xED;zes buscam modificar linhas jurisprudenciais est&#xE1;veis, s&#xE3;o comuns as refer&#xEA;ncias doutrin&#xE1;rias e filos&#xF3;ficas, usadas como argumento ret&#xF3;rico. O m&#xED;nimo que se espera de um jurista &#xE9; a capacidade passiva de compreender essas cita&#xE7;&#xF5;es, mas espera-se de um jurista bem formado que tenha a capacidade ativa de produzir e de contestar argumentos desse tipo.</p><p>Inclusive, n&#xE3;o &#xE9; raro que as refer&#xEA;ncias filos&#xF3;ficas sejam usadas de maneira inconsistente, por juristas que n&#xE3;o as compreenderam bem, mas que se limitam a reproduzir alguns lugares comuns. A capacidade de mostrar a fragilidade desse tipo de argumenta&#xE7;&#xE3;o pode ter um peso ret&#xF3;rico relevante em v&#xE1;rias situa&#xE7;&#xF5;es, pois uma refer&#xEA;ncia filos&#xF3;fica incorreta pode gerar situa&#xE7;&#xF5;es rid&#xED;culas como quando promotores de justi&#xE7;a acusaram o ex-presidente Lula de praticar condutas que envergonhariam &#x201C;Marx e Hegel&#x201D;, em uma evidente confus&#xE3;o entre Hegel e Engels. Embora esse fosse um argumento absolutamente secund&#xE1;rio na peti&#xE7;&#xE3;o, a tentativa frustrada de usar a erudi&#xE7;&#xE3;o para construir uma figura ret&#xF3;rica tornou-se nacionalmente conhecida como signo de uma falsa erudi&#xE7;&#xE3;o.</p><p>Para al&#xE9;m de subsidiar a formula&#xE7;&#xE3;o de argumentos em situa&#xE7;&#xF5;es complexas, o conhecimento dos discursos filos&#xF3;ficos possibilita ao jurista conhecer estrat&#xE9;gicas argumentativas interessantes para a pr&#xE1;tica do direito. A filosofia &#xE9; um discurso frequentemente usado para dissolver as cren&#xE7;as hegem&#xF4;nicas e, muitas vezes, o trabalho dos juristas justamente &#xE9; o de promover decis&#xF5;es contr&#xE1;rias ao senso comum. O desenvolvimento de um conhecimento filos&#xF3;fico envolve o exerc&#xED;cio de habilidade ret&#xF3;rica, de uma capacidade de construir argumentos convincentes que pode oferecer aos juristas um repert&#xF3;rio argumentativo mais rico do que aquele dispon&#xED;vel nos exemplos da dogm&#xE1;tica.</p><h2 id="4-referencial-te-rico-para-a-pesquisa">4. Referencial te&#xF3;rico para a pesquisa</h2><p>Se os juristas dogm&#xE1;ticos podem se contentar com uma <em>erudi&#xE7;&#xE3;o filos&#xF3;fica m&#xED;nima</em>, um conhecimento razo&#xE1;vel de filosofia do direito &#xE9; indispens&#xE1;vel para qualquer pessoa que tenha pretens&#xE3;o de ingressar na academia jur&#xED;dica, como pesquisadores ou professores.</p><p>Dentro da academia, diversamente do que ocorre na pr&#xE1;tica judicial ou advocat&#xED;cia, mesmo as quest&#xF5;es dogm&#xE1;ticas precisam ser tratadas com densidade te&#xF3;rica. Diferente de uma senten&#xE7;a ou de um parecer, uma <em>monografia</em> &#xE9; um trabalho que n&#xE3;o pode ser apenas uma <em>opini&#xE3;o pessoal</em>, pois ela precisa esclarecer devidamente os seus pontos de partida e as perspectivas utilizadas, elementos que somente se tornam claros para quem desenvolveu uma reflex&#xE3;o filos&#xF3;fica.</p><p>Um dos pontos mais t&#xED;picos da filosofia contempor&#xE2;nea &#xE9; o reconhecimento de que n&#xE3;o existem verdades universais e imut&#xE1;veis a serem descobertas e que, portanto, toda vis&#xE3;o de mundo adota uma determinada <em>perspectiva</em>. Sob que perspectiva voc&#xEA; enxerga o direito? Quais s&#xE3;o os pressupostos em que se assentam os conceitos que voc&#xEA; usa? Quais s&#xE3;o os pontos que voc&#xEA; n&#xE3;o podem comprovar, mas ainda assim continuam acreditando neles? De que maneira o seu modo de ver o mundo condiciona aquilo que voc&#xEA; chama de realidade e, portanto, a sua maneira de interpretar as normas e de decidir quest&#xF5;es jur&#xED;dicas?</p><p>O modo como voc&#xEA; responde a essas perguntas define o seu <em>marco te&#xF3;rico</em>, que &#xE9; justamente a perspectiva a partir da qual se constr&#xF3;i um discurso acad&#xEA;mico. E este curso de filosofia tamb&#xE9;m busca a auxiliar cada um de voc&#xEA;s a identificar as linhas filos&#xF3;ficas com que t&#xEA;m mais afinidade, para que com isso voc&#xEA; possa ter uma consci&#xEA;ncia mais reflexiva acerca dos elementos estruturam os seus discursos sobre o direito e que, com isso, definem o horizonte da sua pr&#xE1;tica.</p><h2 id="5-a-filosofia-no-exame-de-ordem">5. A filosofia no Exame de Ordem</h2><p>Por fim, o estudo da filosofia do direito tem uma fun&#xE7;&#xE3;o utilit&#xE1;ria clara para os advogados, visto que essa mat&#xE9;ria passou a integrar o programa do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil desde 2013. Tem sido recorrente a ocorr&#xEA;ncia de 2 quest&#xF5;es sobre hist&#xF3;ria da filosofia do direito, em meio &#xE0;s 80 quest&#xF5;es da prova, o que significa que acert&#xE1;-las confere ao examinando 5% dos pontos necess&#xE1;rios para a aprova&#xE7;&#xE3;o. Embora pare&#xE7;a pouco, trata-se de uma mat&#xE9;ria com peso semelhante ao de v&#xE1;rias outras disciplinas dogm&#xE1;ticas, j&#xE1; que a amplitude do programa impede que sejam alocadas muitas quest&#xF5;es para cada ramo do direito. Inobstante, a possibilidade de cobrar apenas dois t&#xF3;picos exige dos examinadores que fiquem circunscritos aos conceitos filos&#xF3;ficos mais conhecidos.</p><p>A prova tem seguido um padr&#xE3;o: logo ap&#xF3;s as quest&#xF5;es sobre o estatuto da ordem, s&#xE3;o feitas duas quest&#xF5;es que trazem pequenos trechos de fil&#xF3;sofos renomados e depois fazem uma pergunta sobre as suas concep&#xE7;&#xF5;es. Nos &#xFA;ltimos anos, foram abordados trechos de Arist&#xF3;teles, Bobbio, Dworkin, Hart, Ihering, Kant, Kelsen, Locke, Montesquieu, McCormick, Stuart Mill e Plat&#xE3;o. A alternativa correta normalmente vem ao lado de uma alternativa plaus&#xED;vel e de duas afirma&#xE7;&#xF5;es desconectadas do texto apresentado, o que mostra cuidado na elabora&#xE7;&#xE3;o dos itens, que t&#xEA;m um n&#xED;vel de dificuldade mediano e n&#xE3;o se focam em um aprendizado puramente mnem&#xF4;nico.</p><p>S&#xE3;o todas quest&#xF5;es acerca de <em>hist&#xF3;ria da filosofia</em>, que n&#xE3;o medem a capacidade anal&#xED;tica e cr&#xED;tica dos candidatos, mas o seu conhecimento acerca de algumas das principais correntes filos&#xF3;ficas, especialmente o utilitarismo e o neopositivismo. Apesar dessa limita&#xE7;&#xE3;o, parece-me dif&#xED;cil fazer melhor em uma prova com a estrutura do Exame de Ordem e devemos reconhecer que essa abordagem &#xE9; bem alinhada com o fato de a maior parte do conte&#xFA;do de filosofia do direito &#xE9; mesmo de hist&#xF3;ria da filosofia.</p><p>Por isso, apesar de n&#xE3;o ser o objetivo fundamental deste curso a prepara&#xE7;&#xE3;o para uma prova (e sim para o exerc&#xED;cio filos&#xF3;fico nas atividades dogm&#xE1;ticas e acad&#xEA;micas), a escolha dos temas a serem avaliados &#xE9; permeada pelo reconhecimento de que &#xE9; conveniente que os estudantes conhe&#xE7;am os fil&#xF3;sofos e as correntes que tendem a ser abordados no Exame de Ordem e teremos dois M&#xF3;dulos voltados a um estudo direcionado &#xE0; prepara&#xE7;&#xE3;o dos estudantes para esse tipo de prova.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Roberto Lyra Filho: Por que estudar direito, hoje?]]></title><description><![CDATA[<p>Roberto Lyra Filho foi um professor de Direito Penal e de Filosofia do Direito que teve uma importante atua&#xE7;&#xE3;o na Universidade de Bras&#xED;lia entre as d&#xE9;cadas de 1960 e 1980 e foi um dos nomes mais importantes da teoria marxista do direito no</p>]]></description><link>https://filosofia.arcos.org.br/roberto-lyra-filho/</link><guid isPermaLink="false">644ec3497b884bc208ae9451</guid><dc:creator><![CDATA[Alexandre Araújo Costa]]></dc:creator><pubDate>Sat, 01 Aug 2020 05:00:17 GMT</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>Roberto Lyra Filho foi um professor de Direito Penal e de Filosofia do Direito que teve uma importante atua&#xE7;&#xE3;o na Universidade de Bras&#xED;lia entre as d&#xE9;cadas de 1960 e 1980 e foi um dos nomes mais importantes da teoria marxista do direito no Brasil.</p><p>Ele se notabilizou pela postura cr&#xED;tica que adotou no fim dos anos 1970, que o levou a fundar a chamada Nova Escola Jur&#xED;dica Brasileira, chamada por ele de Nair. V&#xE1;rias de suas publica&#xE7;&#xF5;es foram palestras oferecidas aos estudantes de direito, sendo uma das mais interessantes o texto que se segue, publicado originalmente em 1984 e republicado cerca de dez anos depois na colet&#xE2;nea <em>O Direito Achado na Rua</em>, de 1993. </p><h2 id="por-que-estudar-direito-hoje">Por que estudar direito, hoje?</h2><!--kg-card-begin: markdown--><p>Uma das mentiras mais comuns &#xE9; sustentar que voc&#xEA;s devem, primeiro, conhecer bem as leis e os costumes da classe, grupos e povos dominantes; e, depois, se quiserem, trat&#xE1;-los, em mais largas perspectivas sociol&#xF3;gicas, pol&#xED;ticas e cr&#xED;ticas.<br>
Os juristas, duma forma geral, est&#xE3;o atrasados de um s&#xE9;culo, na teoria e pr&#xE1;tica da interpreta&#xE7;&#xE3;o e ainda pensam que um texto a interpretar &#xE9; um documento un&#xED;voco, dentro de um sistema aut&#xF4;nomo (o ordenamento) jur&#xED;dico dito pleno e herm&#xE9;tico e que s&#xF3; cabe determinar-lhe o sentido exato, seja pelo desentranhamento dos conceitos, seja pela busca da finalidade, isto &#xE9;, acertando o que diz ou para que diz a norma abordada.<br>
Isto &#xE9; ignorar totalmente que o discurso da norma, tanto quanto o discurso do int&#xE9;rprete e do aplicador est&#xE3;o inseridos num contexto que os condiciona, que abrem feixes de fun&#xE7;&#xE3;o plur&#xED;voca e proporcionam leituras diversas. A moderna ling&#xFC;&#xED;stica, a semiologia, a nova ret&#xF3;rica, a nova hermen&#xEA;utica j&#xE1; assentaram, h&#xE1; muito, que o procedimento interpretativo &#xE9; material criativo, n&#xE3;o simplesmente verificativo e substancialmente vinculado a um s&#xF3; modelo supostamente &#xED;nsito na di&#xE7;&#xE3;o da lei.<br>
Desta maneira, assim como a triunfante vis&#xE3;o da pluralidade dos ordenamentos jur&#xED;dicos fez explodir a concep&#xE7;&#xE3;o do ordenamento &#xFA;nico, herm&#xE9;tico e estatal, a teoria e pr&#xE1;tica da interpreta&#xE7;&#xE3;o, considerando, cientificamente, este suposto ordenamento &#xFA;nico, em suposta coer&#xEA;ncia intra-sistem&#xE1;tica, fizeram implodir o esquema tradicional das fontes e da hermen&#xEA;utica.<br>
Eis a&#xED; uma quest&#xE3;o de grande alcance para a vida do Direito, que se revelou m&#xF3;vel, e n&#xE3;o fixo, dial&#xE9;tico e n&#xE3;o &#x201C;l&#xF3;gico&#x201D;.<br>
A pr&#xF3;pria jurisprud&#xEA;ncia, e geralmente sem dar por isto, mostra ent&#xE3;o o processo cujo dinamismo cabia a doutrina assinalar, analisar e sistematizar &#x2013; o que geralmente n&#xE3;o ocorre, porque falta ao jurista cl&#xE1;ssico (o mais comum, o que se prepara com as teses obsoletas de comp&#xEA;ndios poeirentos e desatualizados) aquela informa&#xE7;&#xE3;o indispens&#xE1;vel sobre o que vem ocorrendo nas ci&#xEA;ncias da express&#xE3;o e comunica&#xE7;&#xE3;o, desde que a pseudoci&#xEA;ncia dogm&#xE1;tica do Direito se isolou numa redoma de servilismo pol&#xED;tico e defasagem t&#xE9;cnica.<br>
N&#xE3;o posso deter-me, agora, na quest&#xE3;o da hermen&#xEA;utica, mas a ela fa&#xE7;o refer&#xEA;ncia, porque desmoraliza a tese de que h&#xE1; um Direito feito e acabado a conhecer como algo suscet&#xED;vel de paralisa&#xE7;&#xE3;o, entre uma lei que o promulga e outra que o revoga, entre uma ordem constitucional que vige, formalmente, e uma &#x201C;revolu&#xE7;&#xE3;o&#x201D; ou reforma que muda as regras do jogo.<br>
Para dar a voc&#xEA;s apenas um exemplo pr&#xE1;tico, lembro que a lei de seguran&#xE7;a do poder, que se diz de &#x201C;seguran&#xE7;a&#x201D; de toda a na&#xE7;&#xE3;o, trumbicou-se, em parte, no Supremo Tribunal, quando pretendeu definir, com bitola autorit&#xE1;ria, o que &#xE9; seguran&#xE7;a nacional.<br>
A reavalia&#xE7;&#xE3;o judici&#xE1;ria estabeleceu-se, n&#xE3;o em termos do que a lei trazia, mas da lei feita por ministros liberais e a.luz de pressuposi&#xE7;&#xF5;es opostas &#xE0;s da internacionalidade draconiana e pretensa clareza textual. E o choque de mentalidades acabou nisto que o eminente Fragoso exprime de forma contundente &#x201C;a f&#xF3;rmula complicada da lei n&#xE3;o teve resson&#xE2;ncia na jurisprud&#xEA;ncia dos tribunais&#x201D;, isto &#xE9;, no ato de interpret&#xE1;-la e aplic&#xE1;-la, os ju&#xED;zes, apesar de tudo, liam um sentido consent&#xE2;neo com o seu posicionamento, e n&#xE3;o com o do legislador.<br>
H&#xE1;, sempre, direitos, al&#xE9;m e acima das leis, at&#xE9; contra elas, como o direito de resist&#xEA;ncia, que nenhum constitucionalista, mesmo reacion&#xE1;rio, poder&#xE1; desconhecer; ou o Direito Internacional, que encampa direitos contra os Estados, tal como no caso do genoc&#xED;dio praticado mediante leis que oprimem e destroem grupos e povos, ou o direito de resist&#xEA;ncia nacional contra o invasor estrangeiro, ainda quando os governos de fato &#x2013; os Estados, portanto &#x2013; ordenam a cessa&#xE7;&#xE3;o das hostilidades.<br>
No entanto, para que se determinem os limites jur&#xED;dicos da pr&#xF3;pria insurrei&#xE7;&#xE3;o leg&#xED;tima, &#xE9; for&#xE7;osamente necess&#xE1;rio estabelecer uma abordagem do campo abrangedor e complexo do Direito em totalidade e movimento e dos direitos humanos que n&#xE3;o se esgotam nas declara&#xE7;&#xF5;es oficiais.<br>
Por outras palavras, &#xE9; preciso encontrar o padr&#xE3;o objetivo (mas n&#xE3;o imut&#xE1;vel) do Direito interno, no momento hist&#xF3;rico determinado.<br>
A isto se dedica a Nova Escola Jur&#xED;dica Brasileira &#x2013; Nair, numa vis&#xE3;o global, que, pelas raz&#xF5;es j&#xE1; explicadas, eu me limito a enunciar, pedindo que procurem, no escrito mencionado, o desenvolvimento dessas id&#xE9;ias.<br>
Para a Nova Escola Jur&#xED;dica Brasileira &#x2013; Nair, o Direito, em totalidade e movimento, &#xE9; padr&#xE3;o atualizado de Justi&#xE7;a Social militante, que enseja a determina&#xE7;&#xE3;o das condi&#xE7;&#xF5;es de coexist&#xEA;ncia das liberdades individuais, grupais e nacionais, com as &#xFA;nicas restri&#xE7;&#xF5;es admiss&#xED;veis, na raiz da validade espec&#xED;fica de toda norma&#xE7;&#xE3;o leg&#xED;tima. E s&#xE3;o elas, precisamente, que definem, de forma evolutiva e concreta, a ess&#xEA;ncia manifesta da liberdade, como &#x201C;direito de fazer e buscar tudo o que a outrem n&#xE3;o prejudica&#x201D;.<br>
Por outras palavras, a liberdade Jur&#xED;dica n&#xE3;o &#xE9; o que resta, depois que um &#x201C;direito positivo&#x201D; qualquer imp&#xF5;e o que n&#xE3;o se pode fazer, sen&#xE3;o que as ilicitudes devem ser constitu&#xED;das, num Direito leg&#xED;timo, apenas na medida em que viabilizem a liberdade &#x2013; j&#xE1; que a total liberdade de todos acabaria obstruindo a deste por aquele. Mas tamb&#xE9;m n&#xE3;o se pode colocar o livre desenvolvimento coletivo num sufoco p&#xFA;blico, sen&#xE3;o que em fun&#xE7;&#xE3;o estrita do livre desenvolvimento de cada um.<br>
A fundamenta&#xE7;&#xE3;o desses princ&#xED;pios, que emanam do processo hist&#xF3;rico e sua polariza&#xE7;&#xE3;o progressista, assim como a concretiza&#xE7;&#xE3;o deles, nas diferentes conjunturas, com o vetor correspondente assinalando as fronteiras dos direitos humanos em cada etapa &#x2013; j&#xE1; foram longamente analisados e defendidos no meu livrinho j&#xE1; citado e ao qual me reporto.<br>
O grande equ&#xED;voco, evidentemente, &#xE9; confundir o Direito com aquilo que a pseudoci&#xEA;ncia dogm&#xE1;tica isola, para enfocar apenas um aspecto mutilado do Direito, que urge recompor.<br>
E esta situa&#xE7;&#xE3;o continuar&#xE1; prevalecente, enquanto as pr&#xF3;prias correntes de esquerda refor&#xE7;arem a posi&#xE7;&#xE3;o conservadora, adotando a sua vis&#xE3;o do Direito, isto &#xE9;, encarando este &#xFA;ltimo como simples ve&#xED;culo superestrutural de domina&#xE7;&#xE3;o, para dar-lhe apenas outra explica&#xE7;&#xE3;o e destino.<br>
Nos comp&#xEA;ndios tradicionais, o boi jur&#xED;dico vira carne de vaca metaf&#xED;sica (o jusnaturalismo) ou aparece na rabada (positivista), que s&#xF3; aproveita o seu ap&#xEA;ndice posterior e inferior. O positivismo s&#xF3; v&#xEA;, no Direito, a bunda estatal.<br>
Mas o Direito se vinga, cresce, pressiona, conquista alargamentos not&#xE1;veis, brilha nos estandartes dos espoliados e oprimidos, ecoa na voz dos advogados progressistas, transborda nas senten&#xE7;as de magistrados mais inquietos, encorpa-se e procura uma sistematiza&#xE7;&#xE3;o no pensamento dos professores rebeldes, sacode a poeira dos tratados conservadores, rompe as bitolas dogm&#xE1;ticas e retempera o &#xE2;nimo dos que, cedo demais, queriam dar a causa Jur&#xED;dica por indefens&#xE1;vel e perdida.<br>
Como seria poss&#xED;vel, numa situa&#xE7;&#xE3;o ainda pouco prop&#xED;cia, de obstru&#xE7;&#xF5;es institucionais e viol&#xEA;ncia repressiva, &#x2013; atuar, nada obstante, com vista &#xE0; transforma&#xE7;&#xE3;o do mundo, sob a &#xE9;gide libertadora do aut&#xEA;ntico e bom Direito?<br>
Creio que um paralelo nos pode servir de orienta&#xE7;&#xE3;o.<br>
O manique&#xED;smo mais tolo volta as costas &#xE0; participa&#xE7;&#xE3;o no que se p&#xF5;e como acess&#xED;vel, para dar-se o consolo triunfalista dum lance &#xFA;nico de &#x201C;tudo ou nada&#x201D;.<br>
Este caminho foi ardentemente combatido, ali&#xE1;s, pela maturidade l&#xFA;cida de Marx, que nos advertia: Cana&#xE3; n&#xE3;o est&#xE1; ali na esquina e as for&#xE7;as democratizadoras &#x201C;n&#xE3;o podem chegar ao poder&#x2026; sem passar por toda uma evolu&#xE7;&#xE3;o revolucion&#xE1;ria de bastante longa dura&#xE7;&#xE3;o&#x201D;. E, noutra oportunidade, reiterava: &#x201C;voc&#xEA;s dizem que &#xE9; preciso chegarmos imediatamente ao poder ou s&#xF3; nos resta ir dormir&#x2026; Como os (liberal) democratas fizeram da palavra &#x2013; povo &#x2013; um fetiche, voc&#xEA;s fazem um fetiche da palavra &#x2013; proletariado. Como os (liberal) democratas, voc&#xEA;s substituem pela fraseologia revolucion&#xE1;ria a evolu&#xE7;&#xE3;o revolucion&#xE1;ria&#x201D;.<br>
Temos de absorver toda abertura para alarg&#xE1;-la (n&#xE3;o para engolir o seu capcioso di&#xE2;metro, como os &#x201C;realistas&#x201D;); temos de vencer etapas limitadas, para super&#xE1;-las (n&#xE3;o para imaginar que com elas se resolva tudo, em lance milagreiro); temos de inserir-nos no contexto, para transform&#xE1;-lo (n&#xE3;o para nos julgarmos adstritos a ele, como o peru natalino, em torno do qual se traga um c&#xED;rculo de carv&#xE3;o: ele fica ali, dentro do c&#xED;rculo, pensando que &#xE9; intranspon&#xED;vel, at&#xE9; que o venham buscar, para o fac&#xE3;o, o tabuleiro e o forno).<br>
Quando Marx pregou a organiza&#xE7;&#xE3;o dos trabalhadores, para intervir, inclusive, no processo eletivo, disse que assim se poderia transformar o sufr&#xE1;gio universal e a democracia parlamentar, de instrumento de engodo, em instrumento de liberta&#xE7;&#xE3;o.<br>
A press&#xE3;o libertadora n&#xE3;o se faz, apenas, de fora para dentro, mas, inclusive, de dentro para fora, isto &#xE9;, ocupando todo espa&#xE7;o que se abre na rede institucional do status quo e estabelecendo o m&#xED;nimo vi&#xE1;vel, para maximiz&#xE1;-lo, evolutivamente.<br>
No Brasil, houve um per&#xED;odo em que a linha obtusa ou porra-louca deixou as esquerdas num falso dilema &#x2013; o abstencionismo eleitoral ou as aventuras terroristas (o que s&#xF3; poderia facilitar o jogo da ditadura, de um lado faturando elei&#xE7;&#xF5;es desimpedidas e, de outro, explorando a repugn&#xE2;ncia natural ao terrorismo, revelada pelas grandes correntes oposicionistas, sempre necess&#xE1;rias &#xE0; uni&#xE3;o nacional irresist&#xED;vel).<br>
Rejeitemos os procedimentos insuport&#xE1;veis do ceticismo paral&#xED;tico ou da selvageria que &#x201C;justi&#xE7;a&#x201D; advers&#xE1;rios indefesos.<br>
Mutatis mutandis, alguns jovens chegaram a pregar o amuo que os afastava dos condutos participativos, na estrutura universit&#xE1;ria, com o argumento de que eles representavam um buraquinho apertado pela repress&#xE3;o. A verifica&#xE7;&#xE3;o era exata; mas a conclus&#xE3;o incorreta. Abandonando at&#xE9; esses caminhos, que restava? Esperar que o aparelho repressivo ca&#xED;sse de podre ou explodi-lo numa orgia terrorista. Num caso, a incompet&#xEA;ncia; de outro, a lei da selva, em que todos s&#xE3;o feras id&#xEA;nticas e apenas com o sinal trocado.<br>
A alternativa apareceu depois, quando se voltou ao trabalho interno, explorando as contradi&#xE7;&#xF5;es e porosidades do sistema legal e recorrendo &#xE0; ilegalidade n&#xE3;o-selvagem com lucidez e comedimento, isto &#xE9;, em condi&#xE7;&#xF5;es de press&#xE3;o dosada, que for&#xE7;a a absor&#xE7;&#xE3;o de novos pontos positivos pelo sistema dominante.<br>
Foi o caso, por exemplo, da ressurrei&#xE7;&#xE3;o da UNE, que deixou o governo em posi&#xE7;&#xE3;o amb&#xED;gua e defensiva, sem condi&#xE7;&#xF5;es de liquidar a entidade, nem jeito de &#x201C;salvar face&#x201D;, exceto com expedientes engra&#xE7;ados, como dialogar com dirigentes &#x201C;n&#xE3;o-reconhecidos&#x201D;.<br>
No curso jur&#xED;dico, h&#xE1; mo&#xE7;os que chegam a experiment&#xE1;-lo e, depois, o abandonam, como se o fato de ali descobrirem um muro reacion&#xE1;rio fosse raz&#xE3;o para deixar como est&#xE1;, cobri-lo de lamenta&#xE7;&#xF5;es ou&#x2026; transferir-se para outro setor, onde as brechas j&#xE1; est&#xE3;o abertas (como os departamentos de ci&#xEA;ncias sociais, por exemplo).<br>
Isto, no fundo, &#xE9; um comodismo, que s&#xF3; quer engajar-se em batalhas previamente ganhas e num terreno onde reconhe&#xE7;a a presen&#xE7;a j&#xE1; organizada de um grupo progressista. De que vale bramir, de longe, contra a situa&#xE7;&#xE3;o da &#xE1;rea fechada, quem nada fez para alter&#xE1;-la? Ou, pior: de que vale disfar&#xE7;ar esse comodismo, com a pretensa certeza de que ali n&#xE3;o h&#xE1; nada a fazer e, em vez de espancar a ideologia com nova ci&#xEA;ncia do Direito, repetir que o Direito &#xE9; pura ideologia?<br>
Que Direito a&#xED; se considera? O das normas estatais, aceitas dogmaticamente, como &#xFA;nico direito pessoal.<br>
Assim se cai na &#x201C;armadilha kelseniana&#x201D;. E assim tamb&#xE9;m se ignora que, apesar de todos os avan&#xE7;os e recuos, ambig&#xFC;idade e formula&#xE7;&#xF5;es imprudentes apenas eventuais, nem Marx d&#xE1;, em &#xFA;ltima an&#xE1;lise, um apoio &#xE0;quela coloca&#xE7;&#xE3;o: o que ele, afinal, combatia era o direito dos dominadores e, especialmente, o direito burgu&#xEA;s.<br>
Organizados, voc&#xEA;s podem atuar, aqui mesmo e apesar de todas as dificuldades, em dois planos, ao mesmo tempo:<br>
a) o plano institucional-administrativo, em que devem pressionar os &#xF3;rg&#xE3;os e titulares, para que reconhe&#xE7;am e absorvam as reivindica&#xE7;&#xF5;es necess&#xE1;rias, a fim de que o corpo discente deixe de ser tratado como s&#xFA;cubo dum processo &#x201C;educativo&#x201D;, no qual TUDO lhe &#xE9; imposto -curr&#xED;culo, programas, normas organizacionais, disciplinares e toda a parafern&#xE1;lia autocr&#xE1;tica e repressiva: a meta ser&#xE1;, em cada passo, o p&#xF3;lo ideal, progressivamente aproximado, de uma co-gest&#xE3;o universit&#xE1;ria;<br>
b) o plano do ensino e pesquisa em que devem, igualmente, intervir, questionando as teses apresentadas como certas, desde os &#x201C;dogmas&#x201D; at&#xE9; os corol&#xE1;rios, que tornam o positivista jur&#xED;dico um beija-flor de pacotes.<br>
Mas n&#xE3;o se trata, sequer, de rejeitar, em bloco, a erudi&#xE7;&#xE3;o de docentes conservadores.<br>
Estes dividem-se em tr&#xEA;s grupos principais: os ceguinhos, que servem a domina&#xE7;&#xE3;o por burrice e ignor&#xE2;ncia; os catedr&#xE1;ticos, que a ela servem por safadeza; e os nefelibatas, que acabam fazendo a mesma coisa, por viverem nas nuvens.<br>
Voc&#xEA;s os conhecem. O ceguinho &#xE9; aquele que &#x201C;adota&#x201D; um comp&#xEA;ndio do tipo Maluf, para ser decorado pelos alunos, e, nas aulas, disfar&#xE7;a a pobreza de esp&#xED;rito, repetindo um outro livro, n&#xE3;o citado, que &#xE9; a &#x201C;cola&#x201D; do mestre. Descubram este &#xFA;ltimo, e ele est&#xE1; no papo.<br>
Nos meus tempos de estudante, havia um ceguinho que nos mandava rezar, nas provas, os cap&#xED;tulos do Direito Processual Civil, do Gabriel Rezende Filho, e salvava face recitando nas aulas os verbetes escolhidos duma enciclop&#xE9;dia italiana.<br>
Os catedr&#x2019;&#xE1;licos me recordam aquele outro professor da &#xE9;poca, que considerava &#x201C;comunista&#x201D; o Primeiro-Ministro da Inglaterra e berrava, agitando os &#xF3;culos no ar, como o deputado Amaral Neto agitava o revolver quando se fala nas elei&#xE7;&#xF5;es diretas: &#x201C;comigo &#xE9; na lei, est&#xE3;o ouvindo? E no C&#xF3;digo! E quem critica a lei, a ORDEM &#xE9; CO-MU-NIS-TA!&#x201D; Ele tinha tanto medo de &#x201C;comunista&#x201D; que, a noite, mandava a esposa verificar o que estava debaixo da cama, com receio de que l&#xE1; se ocultasse o sr. Lu&#xED;s Carlos Prestes, junto do penico.<br>
Mas h&#xE1; tamb&#xE9;m os nefelibatas, aqueles que conhecem mil leis, mil doutrinas, mil teorias, mas nem suspeitam o que elas representam, como proje&#xE7;&#xE3;o de circunst&#xE2;ncias, classes, grupos, povos em luta, no mundo real e material. E fazem uma salada semelhante &#xE0; que Marx censurava a Stirner, com a &#x201C;id&#xE9;ia do Direito&#x201D;, que tiram da cabe&#xE7;a, e das leis, em lugar de v&#xEA;-la em fun&#xE7;&#xE3;o das rela&#xE7;&#xF5;es sociais. Assim, leis e doutrinas tornam-se &#x201C;fantasmas&#x201D;, numa pseudoci&#xEA;ncia de assombra&#xE7;&#xF5;es e porrinhos idealistas.No entanto, se voc&#xEA;s souberem fazer a triagem, entre as divaga&#xE7;&#xF5;es alienadas e o que nelas, apesar de tudo, se reflete do que realmente interessa e importa, ver&#xE3;o que ali n&#xE3;o se deixa de ministrar um conjunto de elementos reenquadr&#xE1;veis numa perspectiva diferente.<br>
Ideologia l&#xE1;, ci&#xEA;ncia c&#xE1; &#xE9; um tipo de manique&#xED;smo que sacrifica a dial&#xE9;tica e empobrece a ci&#xEA;ncia, pois esta nunca deixa de portar certas contradi&#xE7;&#xF5;es ideol&#xF3;gicas, tal como a ideologia n&#xE3;o deixa de transmitir certas verdades deformadas.<br>
Desprezemos os comp&#xEA;ndios de resumo flatulento e diarr&#xE9;ia fedida, mas consultemos as fontes criativas que eles assimilam mal e expelem com mentalidade purgativa.<br>
Voc&#xEA;s devem, inclusive, aproveitar as li&#xE7;&#xF5;es de seus mestres conservadores. Se o ceguinho rem&#xF3;i as suas fontes, se o catedr&#x2019;&#xE1;ulico irrita com a arrog&#xE2;ncia de cortes&#xE3;o, se o nefelibata da sono com os seus discursos, onde h&#xE1; p&#xE9;rolas de erudi&#xE7;&#xE3;o sem um fio que as re&#xFA;na em colar de verdadeira cultura &#x2013; todos eles, sem querer, trazem milho para o nosso moinho.<br>
A quest&#xE3;o &#xE9; n&#xE3;o comer o milho (n&#xE3;o somos galinhas agachadas diante dos galos de terreiro pedag&#xF3;gico) e, sim &#x201C;moer&#x201D; o milho, isto &#xE9;, constituir com &#x201C;ele&#x201D; o nosso fub&#xE1; dial&#xE9;tico, acrescido com outras malarias que os ceguinhos, catedr&#x2019;&#xE1;ulicos e nefelibatas, ou n&#xE3;o conhecem ou deturpam; e, em todo caso, n&#xE3;o usam, porque eles s&#xE3;o do Planalto e n&#xF3;s da plan&#xED;cie, democr&#xE1;tica, popular, conscientizada e libertadora.<br>
Como dizem os ingleses, &#xE9; preciso cuidado para n&#xE3;o jogar fora o beb&#xEA; junto com a &#xE1;gua do banho.<br>
N&#xE3;o se esque&#xE7;am, tamb&#xE9;m, de que, al&#xE9;m dos professores de &#xED;ndole e posicionamento conservadores, h&#xE1; (embora em minoria) os docentes de intencionalidade progressista; e que, sejam quais forem as diverg&#xEA;ncias entre n&#xF3;s, n&#xE3;o devemos perder de vista o que podemos fazer juntos; em dois sentidos: 1) a conjuga&#xE7;&#xE3;o de esfor&#xE7;os para certos objetivos comuns (por exemplo, o combate &#xE0; dogm&#xE1;tica jur&#xED;dica ou a introdu&#xE7;&#xE3;o, no ensino, do elemento de conscientiza&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica); 2) debate fraternal, em que a cr&#xED;tica dos companheiros com outra forma&#xE7;&#xE3;o e modelo pode e deve ajudar-nos a repensar as nossas pr&#xF3;prias op&#xE7;&#xF5;es, reavali&#xE1;-las e aperfei&#xE7;o&#xE1;-las, sem deixar que a posi&#xE7;&#xE3;o antidogm&#xE1;tica se esterilize na simples troca de um dogma por outro.<br>
N&#xE3;o existe ci&#xEA;ncia acabada e perfeita, e a no&#xE7;&#xE3;o de um &#x201C;n&#xFA;cleo de verdade invari&#xE1;vel&#x201D;, em qualquer sistema filos&#xF3;fico ou cient&#xED;fico, transforma o &#x201C;divino mestre&#x201D; em deus a contragosto, para encher a boca de xingamento ao &#x201C;misticismo&#x201D; e substitu&#xED;-lo por uma triste mistifica&#xE7;&#xE3;o.<br>
O dom&#xED;nio da f&#xE9; &#xE9; um &#x201C;acr&#xE9;scimo de sentido&#x201D;, que fica situado em plano diverso das modestas tarefas emp&#xED;ricas e racionais do fil&#xF3;sofo e do cientista.<br>
N&#xE3;o &#xE9; honesto jogar, neste terreno, com as cartas marcadas, pois assim se acaba misturando as esta&#xE7;&#xF5;es e transformando a ci&#xEA;ncia e filosofia numa teologia bastarda e numa dogm&#xE1;tica sacr&#xED;lega.<br>
Vou concluir, se voc&#xEA;s me permitem, com algumas sugest&#xF5;es da minha experi&#xEA;ncia intelectual e pol&#xED;tica.<br>
A mania do velho &#xE9; dar conselhos; mas, desde que ele n&#xE3;o pretenda transform&#xE1;-los em diretivas autorit&#xE1;rias, &#xE9; tamb&#xE9;m mania inofensiva de quem se angustia, no desejo de converter as li&#xE7;&#xF5;es positivas e negativas do seu itiner&#xE1;rio em um elenco de propostas sobre a maneira de evitar as aloca&#xE7;&#xF5;es do caminho.<br>
O conselho &#xE9; o avesso dos nossos pr&#xF3;prios erros passados, que procuram redimir-se no depoimento e na advert&#xEA;ncia: &#x201C;j&#xE1; ca&#xED; em muitas armadilhas e custou muito livrar-me delas. Eis como penso que voc&#xEA;s evitariam perder tempo com mesmos acidentes&#x201D;:<br>
N&#xE3;o pensem que &#xE9; f&#xE1;cil, que &#xE9; c&#xF4;modo abordar a ci&#xEA;ncia.<br>
N&#xE3;o esperem que a verdade v&#xE1; surgir de um esqueminha &#x201C;simples&#x201D; e &#x201C;claro&#x201D;.<br>
Nenhum acervo cient&#xED;fico &#xE9; dominado sem esfor&#xE7;o met&#xF3;dico, demorado, persistente &#x2013; tanto &#x201C;mais necess&#xE1;rio&#x201D;, quando se trata de abrir caminho, quebrar as rotinas e inovar.<br>
O bom estudante n&#xE3;o &#xE9; borboleta, &#xE9; incans&#xE1;vel pica-pau, capaz de perfurar a rija madeira dos conceitos e teorias.<br>
Lembrem-se, sempre, da carta de Marx a Maurice Lachatre. &#x201C;Eis o inconveniente contra o qual nada posso fazer, exceto prevenir e premunir o leitor preocupado com a verdade: n&#xE3;o existe uma estrada-mestra para a ci&#xEA;ncia e s&#xF3; tem chance de acesso aos seus cumes luminosos aqueles que n&#xE3;o temem cansar-se, escalando picadas &#xED;ngremes.&#x201D;<br>
Aproveitem as li&#xE7;&#xF5;es dos mestres conservadores, pois, como j&#xE1; lhes disse, eles n&#xE3;o trazem apenas um monte de inutilidades e bobagens; a quest&#xE3;o n&#xE3;o &#xE9; rejeit&#xE1;-los em bloco, mas separar o joio do trigo.<br>
A prop&#xF3;sito, lembrem-se das observa&#xE7;&#xF5;es exatas e fecundas de Adam Schaff, &#x201C;ningu&#xE9;m teve jamais ao seu dispor a verdade total e todos n&#xF3;s dispomos apenas de teorias que n&#xE3;o escapam ao estado de hip&#xF3;teses, pois devem ser constantemente verificadas e modificadas. O diferente reduz-se apenas a quest&#xE3;o de saber quem possui uma verdade mais completa. Mas, embora persuadidos de que a nossa det&#xE9;m esse privil&#xE9;gio, o que &#xE9; natural, n&#xE3;o devemos admitir de antem&#xE3;o que as teorias concorrentes s&#xE3;o inteiramente desprovidas do valor da verdade, dado que, teoricamente, at&#xE9; uma teoria oposta &#xE0; nossa a pode possuir e esta quest&#xE3;o deve ser sempre concretamente estudada e resolvida. &#xC9; assim que a reflex&#xE3;o sobre o car&#xE1;ter relativo da verdade de que dispomos engendra a necessidade de toler&#xE2;ncia e at&#xE9; a de nos instruirmos junto do concorrente, o que de nenhum modo significa que renunciemos a combater &#x2013; mesmo violentamente &#x2013; as suas opini&#xF5;es&#x201D;.<br>
Por outro lado, a consci&#xEA;ncia de que s&#xF3; possu&#xED;mos uma verdade relativa n&#xE3;o desanda em relativismo (este &#xFA;ltimo n&#xED;vel todas as verdades relativas admitindo que tanto vale uma como a outra), enquanto na concep&#xE7;&#xE3;o dial&#xE9;tica, uma &#x201C;verdade processo&#x201D;, procuramos determinar qual &#xE9; a verdade relativa que, no momento, representa o ponto vanguardeiro (&#x201C;tendendo para a verdade absoluta&#x201D;) e, de toda forma, admitimos, com Hegel, que as teorias cient&#xED;ficas, tal como as doutrinas filos&#xF3;ficas mais avan&#xE7;adas, em cada &#xE9;poca, v&#xE3;o acrescentando pedras &#xE0; grande, &#xE0; ininterrupta, &#xE0; infinita edifica&#xE7;&#xE3;o, e constituem, afinal, os &#x201C;momentos imperec&#xED;veis do Todo&#x201D;.<br>
N&#xE3;o devemos ceder ao teoricismo. A Nova Escola Jur&#xED;dica Brasileira pesquisa as leis, a jurisprud&#xEA;ncia, a doutrina, o Direito supralegal e, auscultando a pr&#xE1;xis jur&#xED;dica, sob o ponto de vista dos espoliados e oprimidos, sua conscientiza&#xE7;&#xE3;o, seus movimentos libertadores, traga rumos para a atua&#xE7;&#xE3;o do advogado na pr&#xE1;xis, tanto de cidad&#xE3;o, quanto de profissional.<br>
&#x201C;Teoria &#xE9; apenas teoria da pratica, assim como a pr&#xE1;tica n&#xE3;o &#xE9; sen&#xE3;o a pr&#xE1;xis da teoria&#x201D;.<br>
Direito &#xE9; desenganadamente pol&#xED;tica, e a quest&#xE3;o n&#xE3;o &#xE9; ser pol&#xED;tico ou n&#xE3;o o ser, pois n&#xE3;o o ser e um disfarce que adota a op&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica de natureza conservadora &#x2013; isto &#xE9;, n&#xE3;o quer que o estudante ou professor &#x201C;fa&#xE7;am pol&#xED;tica&#x201D;, porque esperam que eles se acomodem docilmente &#xE0; pol&#xED;tica oficial, que j&#xE1; tragou a fun&#xE7;&#xE3;o e a maneira de exerc&#xEA;-la: o Estado e o autor da pe&#xE7;a; o dirigente da Faculdade e o produtor e diretor do espet&#xE1;culo; e a nos cumpriria apenas desempenhar o papel que nos foi distribu&#xED;do, sem &#x201C;contestar&#x201D;.<br>
N&#xE3;o &#xE0; toa o &#x201C;direito&#x201D; que se adapta a esse esquema, dito apol&#xED;tico (isto &#xE9;, pol&#xED;tico da direita) s&#xF3; pode ser um &#x201C;direito&#x201D; examinado, segundo a teoria &#x201C;jur&#xED;dica&#x201D; de um positivismo (capado) ou de um jusnaturalismo (brocha).<br>
Ser pol&#xED;tico, no sentido de p&#xF3;lis, de participa&#xE7;&#xE3;o ativa na comunidade, do compromisso e deveres sociais, &#xE9; recusar a desintegra&#xE7;&#xE3;o do homem, numa teoria alienada, servindo uma pr&#xE1;xis reacion&#xE1;ria.<br>
Mas ser pol&#xED;tico n&#xE3;o &#xE9; ser sect&#xE1;rio; &#xE9; orientar a conduta, em cada etapa e conjuntura, pela an&#xE1;lise que determina a viabilidade dos passos presentes, com vistas ao objetivo final, ainda distante, mas que polariza toda a pr&#xE1;xis vanguardeira.<br>
Dizem comumente que pol&#xED;tica &#xE1; a arte do poss&#xED;vel, ao que Liebknecht respondia com o oposto: &#x201C;pol&#xED;tica &#xE9; a arte do imposs&#xED;vel&#x201D;.<br>
Dialeticamente, direi que pol&#xED;tica &#xE9; tornar poss&#xED;vel o &#x201C;imposs&#xED;vel&#x201D;, isto &#xE9;, o objetivo final de toda a&#xE7;&#xE3;o, mediante a &#x201C;evolu&#xE7;&#xE3;o revolucion&#xE1;ria&#x201D;, constitu&#xED;da por sucessivas aproxima&#xE7;&#xF5;es, que pressionam e dilatam as barreiras da rea&#xE7;&#xE3;o e do conservantismo, com vista &#xE0; transforma&#xE7;&#xE3;o do mundo e, n&#xE3;o a adapta&#xE7;&#xE3;o ao mundo da domina&#xE7;&#xE3;o institu&#xED;da.</p>
<!--kg-card-end: markdown-->]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[1. Ontologia dos blogs (ou: o que é um blog?)]]></title><description><![CDATA[Se os estudantes do curso precisam fazer um blog, o começo desse processo é entender quais são as características que definem uma página como sendo um blog.]]></description><link>https://filosofia.arcos.org.br/o-que-e-um-blog/</link><guid isPermaLink="false">644ec3497b884bc208ae9452</guid><category><![CDATA[Instruções para escrever um blog neste site]]></category><dc:creator><![CDATA[Alexandre Araújo Costa]]></dc:creator><pubDate>Fri, 10 Jul 2020 05:39:00 GMT</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>Esta &#xE9; a primeira postagem do blog &quot;Instru&#xE7;&#xF5;es para fazer um blog <strong>neste site</strong>&quot;. N&#xE3;o se trata de instru&#xE7;&#xF5;es gerais sobre a constru&#xE7;&#xE3;o de blogs, mas de orienta&#xE7;&#xF5;es voltadas a capacitar os estudantes a criarem os blogs que servir&#xE3;o como elemento de avalia&#xE7;&#xE3;o desta disciplina.</p><p>Um <em>blog </em>&#xE9; um conjunto de <em>posts</em>, ou seja, de textos que s&#xE3;o publicados ao longo do tempo. Diferente dos livros, que s&#xE3;o obras publicadas como um bloco fechado, os blogs t&#xEA;m uma estrutura aberta, que vai sendo desenvolvida pela publica&#xE7;&#xE3;o de novos elementos. </p><p>Esse car&#xE1;ter aberto os aproxima das revistas, mas n&#xE3;o totalmente, pois jornais e revistas s&#xE3;o publica&#xE7;&#xF5;es seriadas: elas s&#xE3;o editadas em n&#xFA;meros, em volumes que se somam e formam um conjunto de edi&#xE7;&#xF5;es. Nos blogs, a unidade de publica&#xE7;&#xE3;o &#xE9; o <em>post</em>, ou seja, cada texto isolado. </p><p>Um blog &#xE9; uma sequ&#xEA;ncia de textos, unidas pelo &#xFA;nico fato de estarem agregadas em um mesmo local. Neste site, utilizamos para fazer as publica&#xE7;&#xF5;es uma sistema de gerenciamento de conte&#xFA;do (<a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Content_management_system?ref=filosofia.arcos.org.br">Content Management System - CMS</a>) chamado <a href="https://ghost.org/?ref=filosofia.arcos.org.br">Ghost</a>. Trata-se de um software <em>open source </em>que pode ser usado gratuitamente, mas que precisa ser instalado em um servidor (um computador ligado 24h por dia e que gerencia o tr&#xE1;fego pela internet). &#xC9; poss&#xED;vel contratar esse servi&#xE7;o diretamente do Ghost (na modalidade Ghost-Pro), mas n&#xF3;s n&#xE3;o fazemos isso.</p><p>O Ghost foi para hospedar blogs e n&#xE3;o sites. As configura&#xE7;&#xF5;es padr&#xE3;o (<em>default</em>) s&#xE3;o &#xA0;voltadas a organizar os posts em ordem cronol&#xF3;gica, a organiz&#xE1;-los por <em>autores </em>e por <em>tags</em>. Toda forma de organiza&#xE7;&#xE3;o diferente dessa precisa ser feita por meio de customiza&#xE7;&#xE3;o, como a ordena&#xE7;&#xE3;o da p&#xE1;gina principal deste curso, que segue a l&#xF3;gica sequencial dos m&#xF3;dulos e n&#xE3;o a ordem cronol&#xF3;gica de sua publica&#xE7;&#xE3;o.</p><p>Por esse motivo, a estrutura do Ghost &#xE9; perfeitamente adaptada &#xE0; finalidade de elabora&#xE7;&#xE3;o dos blogs pelos estudantes. Essa estrutura permite que cada grupo se preocupe somente em produzir os posts, pois todo o trabalho de organiza&#xE7;&#xE3;o ser&#xE1; feito pelo professor, desde que o grupo classifique adequadamente cada postagem, por meio de <em>tags</em> (sobre isso, veja o post <em><a href="https://filosofia.arcos.org.br/tagging/">Tagueando os blogs</a>). </em>Uma vez que os posts estejam tagueados, a sua organiza&#xE7;&#xE3;o ser&#xE1; bem simples.</p><blockquote>Observe que um pouco mais abaixo que existe um link direto para o post seguinte deste blog, o que facilita a navega&#xE7;&#xE3;o dentro da pr&#xF3;pria p&#xE1;gina</blockquote><h2></h2>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[6. Atribuindo tags aos blogs]]></title><description><![CDATA["Tags" (etiquetas) se consolidaram como a forma usual de categorizar os posts e, com isso, viabilizar a organização dos conteúdos dos blogs para além da ordem cronológica.]]></description><link>https://filosofia.arcos.org.br/tagging/</link><guid isPermaLink="false">644ec3497b884bc208ae9453</guid><category><![CDATA[Instruções para escrever um blog neste site]]></category><dc:creator><![CDATA[Alexandre Araújo Costa]]></dc:creator><pubDate>Sun, 05 Jul 2020 05:28:00 GMT</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>Um dos principais elementos dos blogs s&#xE3;o as tags. N&#xE3;o se trata de um elemento essencial, no sentido de que &#xE9; poss&#xED;vel publicar posts sem nenhuma tag. Por&#xE9;m, o fato &#xE9; que essas &quot;etiquetas&quot; se consolidaram como a forma usual de categorizar os posts e, com isso, viabilizar a organiza&#xE7;&#xE3;o dos conte&#xFA;dos dos blogs para al&#xE9;m da ordem cronol&#xF3;gica.</p><p>O fato de os blogs darem mais visibilidade aos posts mais recentes faz com que, depois de dezenas de publica&#xE7;&#xF5;es, os posts antigos fiquem praticamente soterrados. </p><p>Para viabilizar a organiza&#xE7;&#xE3;o dos pots em fun&#xE7;&#xE3;o do seu conte&#xFA;do (e n&#xE3;o somente da data de publica&#xE7;&#xE3;o), o Ghost tem uma funcionalidade que vamos utilizar intensamente: a &#xA0;atribui&#xE7;&#xE3;o de tags permite que sejam criadas p&#xE1;ginas tem&#xE1;ticas, que agregam os posts que compartilham uma mesma classifica&#xE7;&#xE3;o. </p><p>Isso &#xE9; feito no Ghost por meio da cria&#xE7;&#xE3;o de uma nova Tag, no menu principal. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/08/tags1.png" class="kg-image" alt loading="lazy" width="807" height="483" srcset="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/size/w600/2020/08/tags1.png 600w, https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/08/tags1.png 807w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>Clicar no Tags (seta laranja) abre o menu de Tags, em que aparecem todas as tags dos posts e, para cada uma delas, existe uma indica&#xE7;&#xE3;o de quantos posts utilizam essa classifica&#xE7;&#xE3;o.</p><p>Quando clicamos na seta roxa, abre-se uma nova tela, que possibilita gerar uma p&#xE1;gina que agregue todos os posts que tenham uma certa tag (no caso, a tag &quot;comoescrever&quot;).</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/08/tags-2.png" class="kg-image" alt loading="lazy" width="1035" height="517" srcset="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/size/w600/2020/08/tags-2.png 600w, https://filosofia.arcos.org.br/content/images/size/w1000/2020/08/tags-2.png 1000w, https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/08/tags-2.png 1035w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>Nesta p&#xE1;gina, podemos definir o nome da p&#xE1;gina que agregar&#xE1; todos os posts com a tag &quot;comoescrever&quot;, e tamb&#xE9;m o endere&#xE7;o em que ela ser&#xE1; publicada. Slug &#xE9; o complemento da url, e a escolha da slug define o endere&#xE7;o em que ser&#xE1; publicado o &#xED;ndice dos posts com a tag escolhida.</p><p>O endere&#xE7;o filosofia.arcos.org.br/tag/comoescrever/ &#xE9; a p&#xE1;gina em que est&#xE3;o publicados este e os outros posts que tratam das instru&#xE7;&#xF5;es para escrever o blog. </p><p>Toda essa explica&#xE7;&#xE3;o &#xE9; para indicar o que vamos fazer para criar os blogs que voc&#xEA;s far&#xE3;o ao longo do curso: faremos exatamente a mesma coisa que com a tag <em>comoescrever</em>, mas usaremos a tag correspondente ao nome do blog que voc&#xEA;s escolherem.</p><p>Portanto, &#xE9; absolutamente fundamental que voc&#xEA;s sempre utilizem a tag que voc&#xEA;s escolherem para identificar o blog de voc&#xEA;s. Se voc&#xEA;s n&#xE3;o fizerem isso, n&#xE3;o ser&#xE1; poss&#xED;vel acrescentar o novo post &#xE0; p&#xE1;gina do blog do grupo.</p><p>Al&#xE9;m disso, voc&#xEA;s devem colocar em todos os posts a tag <em>Blog </em>[observe que este ponto das orienta&#xE7;&#xF5;es foi modificado. Antes, eu indicava usar o #blog, mas depois descobrir que temos problema quando criamos a p&#xE1;gina agregadora de tags ocultos (que s&#xE3;o iniciados por #), pois o programa as converte em tags vis&#xED;veis, com o nome da p&#xE1;gina agregadora). </p><p>Com isso, ser&#xE1; poss&#xED;vel reunir todos os posts de todos os grupos em uma p&#xE1;gina chamada <em><a href="https://filosofia.arcos.org.br/tagging/filosofia.arcos.org.br/tag/estudantes/">Posts dos Estudantes</a>, </em>que ser&#xE1; &#xFA;til para que voc&#xEA;s possam acompanhar as &#xFA;ltimas postagens dos grupos em geral e, com isso, fazer a avalia&#xE7;&#xE3;o dos posts da semana sem ter de entrar em cada um dos blogs.</p><p>Como padr&#xE3;o, utilizem como tag prim&#xE1;ria (ou seja, a primeira tag na lista) a palavra <em>Blog</em> e como tag secund&#xE1;ria (a segunda tag da lista) o nome do grupo. Isso &#xE9; &#xFA;til porque o Ghost permite que fa&#xE7;amos algumas opera&#xE7;&#xF5;es selecionando os posts que t&#xEA;m a mesma <em>primary_tag</em>. </p><p>No nome do grupo, n&#xE3;o comece por #, pois isso torna a tag oculta (ou seja, ela &#xE9; usada apenas para organiza&#xE7;&#xE3;o interna do site, mas n&#xE3;o aparece nas publica&#xE7;&#xF5;es).</p><p>Al&#xE9;m dessas duas &quot;etiquetas&quot;, atribuam tags ao post do modo como voc&#xEA;s acharem melhor, colocando as palavras chave que voc&#xEA;s acham que seriam interessantes para classificar os posts de voc&#xEA;s.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[7. Autoria em conjunto: os grupos]]></title><description><![CDATA[Como definir a autoria dos blogs feitos pelos grupos da disciplina de filosofia.]]></description><link>https://filosofia.arcos.org.br/autoria-em-conjunto-os-grupos/</link><guid isPermaLink="false">644ec3497b884bc208ae9454</guid><category><![CDATA[Instruções para escrever um blog neste site]]></category><dc:creator><![CDATA[Alexandre Araújo Costa]]></dc:creator><pubDate>Fri, 03 Jul 2020 05:42:00 GMT</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>Os blogs desta disciplina s&#xE3;o trabalhos em grupo. Sempre h&#xE1; pessoas que reclamam dos trabalhos em grupo, mas n&#xE3;o &#xE9; por acaso que eles s&#xE3;o mantidos nas rotinas universit&#xE1;rias, apesar das dificuldades: a riqueza de di&#xE1;logos que eles proporcionam &#xE9; &#xFA;nica. </p><p>Nas aulas, o n&#xFA;mero de estudantes normalmente impede que todos participem de forma ativa, pois isso inviabilizaria o transcursos das aulas. Por isso, &#xE9; nos grupos (formais e informais) que os estudantes conseguem realizar os di&#xE1;logos pelos quais eles aprofundam suas reflex&#xF5;es e desenvolvem suas capacidades ret&#xF3;ricas.</p><p>Os grupos devem ser criados pelos estudantes at&#xE9; o in&#xED;cio da segunda semana, para produzirem posts. Isso deve ser feito preenchendo o <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSflMEurAh4gyWB25rCWqcC995nolsvaTByiMXE5QGCtcsqVlg/viewform?usp=sf_link&amp;ref=filosofia.arcos.org.br">formul&#xE1;rio de cria&#xE7;&#xE3;o de grupos</a>, em que devem ser inseridos os nomes dos integrantes e o nome do blog que voc&#xEA;s pretendem criar.</p><p>O nome do blog &#xE9; importante porque todos os posts dever&#xE3;o receber a tag com esse nome, para que seja poss&#xED;vel organizar uma p&#xE1;gina espec&#xED;fica para o conjunto de postagens do grupo. </p><p>Infelizmente, os autores n&#xE3;o podem indicar co-autores. Somente os editores do blog podem fazer isso, dentro do sistema do Ghost. Para possibilitar que todos os estudantes do grupo fa&#xE7;am a edi&#xE7;&#xE3;o dos posts, solicitamos que os grupos criassem um email pr&#xF3;prio, cuja senha no site possa ser compartilhada. Assim, a publica&#xE7;&#xE3;o fica sendo coletiva e, para saber a composi&#xE7;&#xE3;o dos grupos, basta entrar na p&#xE1;gina dos grupos.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[2. O que é um post?]]></title><description><![CDATA[Este é um metapost: um post sobre posts.]]></description><link>https://filosofia.arcos.org.br/o-que-e-um-post/</link><guid isPermaLink="false">644ec3497b884bc208ae9455</guid><category><![CDATA[Instruções para escrever um blog neste site]]></category><dc:creator><![CDATA[Alexandre Araújo Costa]]></dc:creator><pubDate>Thu, 09 Jul 2020 19:58:00 GMT</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>O <em>post</em> &#xE9; a unidade de publica&#xE7;&#xE3;o do <em>blog</em>. Trata-se de um conjunto de informa&#xE7;&#xF5;es que &#xE9; publicado, no sentido de estar publicamente dispon&#xED;vel na internet, e que tem quatro atributos essenciais no sistema que utilizamos (Ghost):</p><blockquote>1: endere&#xE7;o (<em>url</em>)</blockquote><blockquote>2: conte&#xFA;do (content)</blockquote><blockquote>3: conjunto de autores (authors)</blockquote><blockquote>4: data de publica&#xE7;&#xE3;o (date)</blockquote><p>N&#xF3;s costumamos pensar no post como sendo o seu conte&#xFA;do, mas o conte&#xFA;do &#xE9; apenas um dos atributos do post. Para um sistema de dados, o post &#xE9; um conjunto de informa&#xE7;&#xF5;es que cont&#xE9;m v&#xE1;rios elementos, sendo que apenas um deles &#xE9; o conte&#xFA;do.</p><p>Assim como um texto n&#xE3;o &#xE9; um livro antes de ser publicado (mas &#xE9; um manuscrito), antes de ser publicado o <em>post </em>&#xE9; apenas um rascunho (<em>draft</em>). Ele s&#xF3; se torna um post quando seus autores determinam sua publica&#xE7;&#xE3;o em um endere&#xE7;o por eles definido, o que lhe confere simultaneamente os atributos de endere&#xE7;o, autores e data.</p><p>Dentro do sistema do Ghost, cada post &#xE9; um conjunto de informa&#xE7;&#xF5;es que s&#xE3;o organizadas em elementos: conte&#xFA;do, excerto, t&#xED;tulo, url, etc. Como cada um desses elementos <em>varia</em> de post para post, eles podem ser chamados de <em>vari&#xE1;veis</em>. Portanto, produzir um post pode ser entendido como a atividade que consiste em definir as informa&#xE7;&#xF5;es que corresponder&#xE3;o a cada uma dessas essas vari&#xE1;veis.</p><p>Vamos analisar cada um desses elementos, na sequ&#xEA;ncia em que eles aparecem no fluxo do Ghost, quando criamos uma nova postagem.</p><p></p><p></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[3. Criando um novo post]]></title><description><![CDATA[Este post dá instruções sobre como incluir um novo post no Ghost.]]></description><link>https://filosofia.arcos.org.br/criando-um-novo-post-2/</link><guid isPermaLink="false">644ec3497b884bc208ae9456</guid><category><![CDATA[Instruções para escrever um blog neste site]]></category><dc:creator><![CDATA[Alexandre Araújo Costa]]></dc:creator><pubDate>Wed, 08 Jul 2020 20:31:00 GMT</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>Esta &#xE9; a p&#xE1;gina inicial do Ghost na minha conta, no momento em que eu escrevo agora.</p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/08/pagina-incial-do-ghost-2.png" class="kg-image" alt loading="lazy" width="846" height="382" srcset="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/size/w600/2020/08/pagina-incial-do-ghost-2.png 600w, https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/08/pagina-incial-do-ghost-2.png 846w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>P&#xE1;gina inicial do blog Filosofia do Direito</figcaption></figure><p>Se voc&#xEA; &#xE9; autor no site e n&#xE3;o est&#xE1; vendo uma p&#xE1;gina semelhante, provavelmente voc&#xEA; entrou no endere&#xE7;o do site (<a href="https://filosofia.arcos.org.br/">https://filosofia.arcos.org.br/</a>) e n&#xE3;o no endere&#xE7;o de edi&#xE7;&#xE3;o do site (<a href="https://filosofia.arcos.org.br/ghost/#/site">https://filosofia.arcos.org.br/ghost/#/site</a>).</p><p>Todos os estudantes da disciplina foram convidados, por email, para serem autores no blog. Essa mensagem &#xE9; tipicamente qualificada como spam pelos gerenciadores de email, pois &#xE9; disparada para v&#xE1;rias pessoas ao mesmo tempo. Se voc&#xEA; n&#xE3;o recebeu o convite no endere&#xE7;o que voc&#xEA; tem cadastrado na UnB, veja &#xA0;na caixa de spam.</p><p>Para criar um novo post, basta clicar no bot&#xE3;o verde, que fica bem evidente no canto superior direito. Outra possibilidade &#xE9; passar o mouse no menu esquerdo, pois quando ele passa sobre o t&#xED;tulo &quot;Posts&quot;, aparece um &quot;+&quot; que permite tamb&#xE9;m a cria&#xE7;&#xE3;o de um novo post.</p><p>Ao determinar a cria&#xE7;&#xE3;o de um novo post, aparece uma grande tela em branco (ou uma grande tela escura, se voc&#xEA; estiver em <em>night mode,</em>, como nas capturas de tela que estou usando aqui).</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/08/ghost-post-vazio-1.png" class="kg-image" alt loading="lazy" width="864" height="325" srcset="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/size/w600/2020/08/ghost-post-vazio-1.png 600w, https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/08/ghost-post-vazio-1.png 864w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>Neste ponto, voc&#xEA; vai definir dois dos elementos do post. Tudo o que voc&#xEA; escrever no Post Title, vai ser gravado na vari&#xE1;vel &quot;title&quot;. No modelo de dados do Ghost, o t&#xED;tulo n&#xE3;o &#xE9; parte do conte&#xFA;do, mas uma vari&#xE1;vel espec&#xED;fica.</p><p>Tudo o que voc&#xEA; escrever no <em>Begin writing your post...</em> vai entrar como o conte&#xFA;do (<em>content</em>) do seu <em>draft</em>. Quando voc&#xEA; come&#xE7;ar a escrever, vai aparecer no canto superior direito uma op&#xE7;&#xE3;o <em>Publish</em>, que permite que voc&#xEA; publique o post (ou agende a sua publica&#xE7;&#xE3;o).</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/08/ghost-post-come-ando.png" class="kg-image" alt loading="lazy" width="863" height="397" srcset="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/size/w600/2020/08/ghost-post-come-ando.png 600w, https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/08/ghost-post-come-ando.png 863w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>A plataforma entender&#xE1; que voc&#xEA; &#xE9; o autor ou autora do post e vai gravar o momento da publica&#xE7;&#xE3;o como sendo a data da postagem. Esses elementos podem depois ser editados (clicando sobre a engrenagem no canto superior direito), se voc&#xEA; quiser atribuir novos autores ou modificar a data de publica&#xE7;&#xE3;o. Por exemplo, para fazer com que essa cole&#xE7;&#xE3;o apare&#xE7;a em ordem cronol&#xF3;gica ascendente (e n&#xE3;o descendente, como &#xE9; o padr&#xE3;o do Ghost), eu vou editar as datas de publica&#xE7;&#xE3;o. </p><p>Uma vez que o seu post esteja publicado, o comando de <em>Publish </em>ser&#xE1; trocado pelo de <em>Update</em>. Sempre que voc&#xEA; atualiza o post, as mudan&#xE7;as que voc&#xEA; fez s&#xE3;o salvas na base. </p><blockquote><strong>Tenha sempre em mente que o modo como o texto aparece para voc&#xEA; no momento da edi&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o &#xE9; o modo como ele aparece para os leitores! </strong></blockquote><p>Isso acontece porque o texto &#xE9; escrito neste ambiente que segue a formata&#xE7;&#xE3;o padr&#xE3;o do Ghost, mas o texto exibido segue a formata&#xE7;&#xE3;o definida pelos administradores da p&#xE1;gina! A imagem abaixo &#xE9; o modo como o texto aparece para mim enquanto eu escrevo.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/08/diferen-a-escrita-e-publica--o.png" class="kg-image" alt loading="lazy" width="868" height="341" srcset="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/size/w600/2020/08/diferen-a-escrita-e-publica--o.png 600w, https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/08/diferen-a-escrita-e-publica--o.png 868w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>Essa dist&#xE2;ncia entre o texto escrito e o texto formatado n&#xE3;o existe em editores como o Word, cuja inova&#xE7;&#xE3;o quando foi lan&#xE7;ado foi justamente permitir que edit&#xE1;ssemos textos vendo exatamente o que sairia na impress&#xE3;o. Essa abordagem funciona bem quando o resultado final &#xE9; um texto impresso em um formato determinado, ou um PDF. </p><p>Mas acontece que a internet n&#xE3;o &#xE9; feita de formas fixas, pois a forma do texto publicado precisa se adaptar ao tipo de exibi&#xE7;&#xE3;o que &#xE9; feita: voc&#xEA; pode mudar o tamanho da tela de exibi&#xE7;&#xE3;o e o texto precisa se adaptar, o que exige formata&#xE7;&#xF5;es fluidas. Essa necessidade se torna ainda mais dram&#xE1;tica quando sabemos que algumas pessoas leem este site em telas grandes, com mais do dobro dos 680 pixels que s&#xE3;o a largura m&#xE1;xima das colunas deste site, mas outras leem em telefones celulares com telas pequenas, ainda mais quando utilizados na vertical.</p><p>Essas limita&#xE7;&#xF5;es (e potencialidades) fazem com que a formata&#xE7;&#xE3;o do texto precise ser independente do seu conte&#xFA;do. O conte&#xFA;do &#xE9; definido pelo autor do texto, mas a formata&#xE7;&#xE3;o &#xE9; dada pelas configura&#xE7;&#xF5;es do site (embora possa ser adaptado pelos autores mediante algumas op&#xE7;&#xF5;es mais avan&#xE7;adas de <em>code inject</em>).</p><p>Portanto, n&#xE3;o adianta tentar fazer com o que o texto no editor do Ghost seja exatamente o que voc&#xEA; pretende que seja acessado pelos seus leitores. Para alterar a formata&#xE7;&#xE3;o, &#xE9; preciso sair do conte&#xFA;do e trabalhar algumas op&#xE7;&#xF5;es mais avan&#xE7;adas (redefinindo os estilos de CSS no <em>code injection</em>, ou alterando os pr&#xF3;prios artigos de template), que n&#xE3;o s&#xE3;o necess&#xE1;rias para que voc&#xEA;s possam publicar textos seguindo os formatos predefinidos do site (e, de fato, n&#xE3;o s&#xE3;o sequer acess&#xED;veis para as pessoas que integram o site na condi&#xE7;&#xE3;o de <em>autores</em>, e n&#xE3;o de <em>editores</em>, pois elas alteram os formatos de exibi&#xE7;&#xE3;o da p&#xE1;gina).</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[8. Últimos detalhes]]></title><description><![CDATA[Este aqui é o "excerpt" do post. Se você não escrever nada aqui, não vai aparecer nada nesta área.]]></description><link>https://filosofia.arcos.org.br/7-ultimos-detalhes/</link><guid isPermaLink="false">644ec3497b884bc208ae9457</guid><category><![CDATA[Instruções para escrever um blog neste site]]></category><dc:creator><![CDATA[Alexandre Araújo Costa]]></dc:creator><pubDate>Thu, 02 Jul 2020 01:32:00 GMT</pubDate><media:content url="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2021/02/Mondrian-6.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2021/02/Mondrian-6.png" alt="8. &#xDA;ltimos detalhes"><p>Quando voc&#xEA; j&#xE1; tiver um post com conte&#xFA;do, tags e autores definidos, vale a pena inserir nele um excerto (<em>excerpt</em>), que &#xE9; o resumo que aparece abaixo do t&#xED;tulo na p&#xE1;gina do blog. O presente post aparece assim:</p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/08/excerpt-3.png" class="kg-image" alt="8. &#xDA;ltimos detalhes" loading="lazy" width="829" height="265" srcset="https://filosofia.arcos.org.br/content/images/size/w600/2020/08/excerpt-3.png 600w, https://filosofia.arcos.org.br/content/images/2020/08/excerpt-3.png 829w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Captura do modo como este post aparece no blog que ele integra.</figcaption></figure><p>Como est&#xE1; dito na captura de tela acima, se voc&#xEA; n&#xE3;o inserir o &quot;excerpt&quot;, o Ghost lan&#xE7;a em seu lugar o in&#xED;cio do conte&#xFA;do. Ent&#xE3;o, se voc&#xEA; quer controlar o modo como o post aparecer&#xE1; no blog do grupo, basta clicar na engrenagem (<em>Post Setting</em>) e editar o campo <em>excerpt</em>.</p><p>Nos sites de busca (<em>search engines</em>), o texto que aparece abaixo do t&#xED;tulo n&#xE3;o &#xE9; o exerpt (que &#xE9; um campo interno do Ghost), mas &#xE9; a <em>Meta description</em>, que voc&#xEA; pode editar na aba <em>Meta data</em>, tamb&#xE9;m dentro do <em>Post Settings</em>. Nesse local, voc&#xEA; pode configurar o modo como os sites de busca exibir&#xE3;o o seu post.</p><p>Veja que no Post Settings voc&#xEA; tamb&#xE9;m pode configurar um card para o Twitter e para o Facebook, para fins de divulga&#xE7;&#xE3;o do post.</p><p>Por fim, voc&#xEA; ver&#xE1; que no final da aba de <em>Post Settings</em>, voc&#xEA; pode escolher o Template do post. Neste momento, al&#xE9;m do padr&#xE3;o (<em>default</em>), existem templates para inserir um Sum&#xE1;rio (&#xFA;til para posts com muitas subdivis&#xF5;es) ou para exibir imagens grandes (&#xFA;til para quando voc&#xEA; insere um Markdown com gr&#xE1;ficos que s&#xE3;o ileg&#xED;veis no tamanho padr&#xE3;o e que, com isso, demandam tamanhos maiores).</p><p>Por fim, observe a quest&#xE3;o gr&#xE1;fica. Imagens comunicam muito bem na internet e existe um banco de imagens gratuitas, sem direitos autorais, que voc&#xEA; pode utilizar livremente: o <a href="https://unsplash.com/?ref=filosofia.arcos.org.br">Unsplash</a>.</p><p>E pronto! O tutorial sobre como publicar um post terminou. &#xA0;Agora &#xE9; a pr&#xE1;tica, o estudo e a observa&#xE7;&#xE3;o cuidadosa de modelos interessantes que vai melhorar a sua capacidade de publicar blogs que sejam &#xF3;timos tanto em forma como em conte&#xFA;do.</p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Perfil do Estudante]]></title><description><![CDATA[<p>A segunda atividade da disciplina &#xE9; voc&#xEA; fazer um post com o seu perfil. A primeira &#xE9; o question&#xE1;rio sobre o perfil, que deve ajudar voc&#xEA; a produzir o presente post.</p><p>O objetivo prim&#xE1;rio desta postagem &#xE9; verificar se &#xA0;o tutorial <a href="https://filosofia.arcos.org.br/tag/comoescrever/">Instru&#xE7;</a></p>]]></description><link>https://filosofia.arcos.org.br/perfil-do-estudante/</link><guid isPermaLink="false">644ec3497b884bc208ae9458</guid><dc:creator><![CDATA[Alexandre Araújo Costa]]></dc:creator><pubDate>Mon, 03 Aug 2020 03:10:38 GMT</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>A segunda atividade da disciplina &#xE9; voc&#xEA; fazer um post com o seu perfil. A primeira &#xE9; o question&#xE1;rio sobre o perfil, que deve ajudar voc&#xEA; a produzir o presente post.</p><p>O objetivo prim&#xE1;rio desta postagem &#xE9; verificar se &#xA0;o tutorial <a href="https://filosofia.arcos.org.br/tag/comoescrever/">Instru&#xE7;&#xF5;es sobre como escrever um blog nesta p&#xE1;gina</a> capacitou voc&#xEA; a produzir um post, habilidade esta que &#xE9; fundamental para o andamento da disciplina.</p><p>Existe tamb&#xE9;m um objetivo secund&#xE1;rio: auxiliar os estudantes a comporem os grupos. </p><p>Este &#xE9; um post individual e ele ter por t&#xED;tulo o seu nome. Como tag prim&#xE1;rio, coloque <em>Blog </em>e como tag secund&#xE1;rio (segundo tag) coloque <em>Perfis</em>, para podermos fazer uma p&#xE1;gina com o perfil de todos os alunos da disciplina. </p><p>No Ghost, uma tag que inicia com # se torna oculta. Assim, a tag &quot;blog&quot; apareceria nas postagens, enquanto a tag &quot;#blog&quot; &#xE9; oculta, servindo apenas para organiza&#xE7;&#xE3;o interna do site. Por&#xE9;m, quando criamos uma p&#xE1;gina agregadora dos posts que t&#xEA;m uma mesma tag oculta, o Ghost substitui a tag oculta por uma tag vis&#xED;vel, com o nome da p&#xE1;gina agregadora que criamos. Por esse motivo, n&#xE3;o devemos usar tags ocultas para classificar um post como sendo integrante da p&#xE1;gina <em>Perfis</em>. Para que isso ocorra, &#xE9; necess&#xE1;rio inserir a tag vis&#xED;vel <em>Perfis</em>.</p><p>No conte&#xFA;do, fale um pouco dos seguintes temas:</p><ol><li>Voc&#xEA; acha que filosofia do direito deveria ser uma disciplina obrigat&#xF3;ria? Justifique.</li><li>Que autores ligados &#xE0; filosofia do direito atra&#xED;ram sua aten&#xE7;&#xE3;o ao longo do curso? </li><li>Voc&#xEA; se considera um jusnaturalista?</li><li>O que voc&#xEA; gostaria de aprender nesta disciplina?</li></ol>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[4.1 - Formatos: .docx, HTML, .pdf, .md]]></title><description><![CDATA[<p>Se voc&#xEA; quer entender melhor a quest&#xE3;o dos formatos dos textos, vamos avan&#xE7;ar um pouco nessas explica&#xE7;&#xF5;es.</p><p>No caso de p&#xE1;ginas da internet, a defini&#xE7;&#xE3;o de um formato est&#xE1;tico n&#xE3;o &#xE9; vi&#xE1;</p>]]></description><link>https://filosofia.arcos.org.br/4-1-formatos-de-textos/</link><guid isPermaLink="false">644ec3497b884bc208ae9459</guid><dc:creator><![CDATA[Alexandre Araújo Costa]]></dc:creator><pubDate>Tue, 04 Aug 2020 22:12:15 GMT</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>Se voc&#xEA; quer entender melhor a quest&#xE3;o dos formatos dos textos, vamos avan&#xE7;ar um pouco nessas explica&#xE7;&#xF5;es.</p><p>No caso de p&#xE1;ginas da internet, a defini&#xE7;&#xE3;o de um formato est&#xE1;tico n&#xE3;o &#xE9; vi&#xE1;vel porque &#xA0;os textos precisam assumir formas muito diferentes, a depender do tipo de aparelho utilizado (especialmente do tamanho da tela usada). </p><p>Um .pdf (<em><a href="https://docs.fileformat.com/pdf/?ref=filosofia.arcos.org.br">Portable Document Format</a></em>) define um layout fixo que se mant&#xE9;m independentemente do tipo de programa utilizado para abri-lo, o que permite uma grande fidelidade ao documento original. Um .<a href="https://docs.fileformat.com/word-processing/docx/?ref=filosofia.arcos.org.br">docx </a>&#xE9; mais flex&#xED;vel, mas ainda assim ele tende a funcionar bem somente no tamanho de folha predefinido.</p><p>Uma p&#xE1;gina de internet precisa de formatos el&#xE1;sticos, capazes de se adaptar a telas grandes, a telas m&#xE9;dias e mesmo &#xE0;s telas pequenas de um celular. Essa plasticidade &#xE9; gerada por meio de uma formata&#xE7;&#xE3;o muito b&#xE1;sica do texto escrito, para que ele seja incorporado aos sites segundo os formatos do pr&#xF3;prio site.</p><p>O PDF apresenta um documento com fidelidade. Um documento word carrega os formatos definidos pelo seu autor. J&#xE1; os posts que voc&#xEA; publicar neste site v&#xE3;o carregar o <em>conte&#xFA;do</em> que voc&#xEA; definiu, mas a identidade visual com que eles ser&#xE3;o visualizados &#xE9; do pr&#xF3;prio site, que precisa ter formatos el&#xE1;sticos de formata&#xE7;&#xE3;o. Por isso, &#xE9; necess&#xE1;rio inserir no Ghost um tipo de texto que ele possa converter com precis&#xE3;o para HTML. </p><p>Uma op&#xE7;&#xE3;o &#xE9; inserir os textos sem formata&#xE7;&#xE3;o alguma e depois formatar tudo no Ghost. Por&#xE9;m, a perda de todas as marcas de formata&#xE7;&#xE3;o feitas no editor de texto gera uma necessidade de retrabalho que pode ser evitada. Por isso, &#xE9; melhor escolher op&#xE7;&#xF5;es que possam se encaixar no modo t&#xED;pico de organiza&#xE7;&#xE3;o dos textos de internet, que envolve 3 n&#xED;veis de informa&#xE7;&#xE3;o. </p><blockquote>N&#xED;vel 1 - Texto</blockquote><p>Em primeiro lugar, existe o texto, a combina&#xE7;&#xE3;o das palavras que voc&#xEA; escreveu e das imagens que voc&#xEA; pretende divulgar. N&#xE3;o importa muito onde voc&#xEA; escreva o texto, pois o Ghost &#xE9; bastante capaz de interpretar as cadeias de caracteres. </p><p>N&#xED;vel 2 - HTML</p><p>Para que esse texto seja exposto em um formato adequado, os sites t&#xEA;m uma linguagem que diz como os textos devem ser exibidos na p&#xE1;gina. Essa linguagem &#xE9; o <a href="https://docs.fileformat.com/web/html/?ref=filosofia.arcos.org.br"><strong>Hypertext Markup Language</strong> (<strong>HTML</strong>)</a>. Uma forma de voc&#xEA; ler o HTML desta p&#xE1;gina &#xE9; utilizando o comando Ctrl-U, para exibir o C&#xF3;digo Fonte.</p><blockquote>N&#xED;vel 3 - CSS</blockquote><p>O HTML d&#xE1; a estrutura do site, indicando onde os textos devem aparecer, definindo os hiperlinks, os blocos de texto e atribuindo a cada texto uma <em>classe </em>(<em>class</em>). Existe um outro arquivo, o CSS, que define o estilo (<em>style</em>) formata&#xE7;&#xE3;o de cada classe. O CSS (Cascade Style Sheet) &#xE9; uma lista com v&#xE1;rios estilos, que definem o tamanho das letras, o espa&#xE7;o entre as linhas, a cor dos textos, as margens, sublinhados e outros elementos de formata&#xE7;&#xE3;o.</p><p>Para ver os estilos .css usados no texto, escolha a op&#xE7;&#xE3;o Inspecionar, que aparece quando voc&#xEA; clica com o bot&#xE3;o direito do mouse na p&#xE1;gina.</p><p>O Markdown &#xE9; uma linguagem que possibilita uma convers&#xE3;o imediata para o HTML, e essa &#xE9; a grande vantagem desse formato, que se tornou padr&#xE3;o em textos que precisam ser exibidos na internet. Informa&#xE7;&#xF5;es mais espec&#xED;ficas sobre o funcionamento desta linguagem e sobre sua sintaxe podem ser conseguidos no site <a href="https://www.markdownguide.org/getting-started/?ref=filosofia.arcos.org.br#:~:text=Markdown%20can%20be%20used%20for,opened%20using%20virtually%20any%20application.">markdownguide.org,</a> que tem explica&#xE7;&#xF5;es minuciosas sobre essa linguagem.</p>]]></content:encoded></item></channel></rss>